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Portal Competência

29 de agosto de 2013
Silvia OSSO


Formação de mão de obra

Atualmente todos os empresários querem melhorar sua relação e o atendimento aos clientes, a fim de aumentar suas vendas e conquistar uma maior fatia do mercado. Sabem por quê?

Formacao de mao de obra

Atualmente todos os empresários querem melhorar sua relação e o atendimento aos clientes, a fim de aumentar suas vendas e conquistar uma maior fatia do mercado. Sabem por quê?

Há muitas razões para isto. Pode ser que o número absoluto de seus concorrentes tenha crescido; talvez as decisões de compras dos seus clientes estejam sendo influenciadas pela pressão dos preços; pode ser que o mercado esteja mais maduro ou sua tecnologia esteja “envelhecendo”. Portanto, a menos que o produto ou serviço seja único no mercado, é preciso procurar por uma vantagem ou diferencial, algo que faça com que a empresa se mantenha acima de seus concorrentes. Em outras palavras, o sucesso vai estar ao lado de quem tiver funcionários de qualidade, que trabalhem com satisfação, em todas as áreas, capazes de encantar o consumidor, prestar-lhe serviços e estabelecer com ele um clima de confiança.

Siga meu raciocínio: o ato de atender pode ser definido como um convite para influenciar outras pessoas a agirem de acordo com a sua orientação – embora você não tenha autoridade para realmente forçá-las a fazer isso. Este fato foi verdade quando o primeiro vendedor do mundo persuadiu seu provável cliente sobre os benefícios de fazer a compra, e isto continuou a ser válido através da história. Hoje não é mais assim!

Formar mão de obra é treinar e orientar. É uma forma de ajudar os funcionários a desenvolver o poder nas habilidades, conceitos, comportamentos e atitudes que aumentam sua qualificação em influenciar pessoas ou clientes para tomar decisões positivas ou desejadas.

O investimento em formação de mão de obra e treinamento só será um elemento que cria satisfação; promove o crescimento pessoal e profissional; contribui para diminuir a rotatividade se todo o sistema de gestão estiver focado num mesmo objetivo. Não é possível efetuá-lo desassociado da área de compras, recursos humanos, marketing, operações e serviços. Por exemplo, se um dos objetivos da empresa é vender lucrativamente; a equipe só será motivada se a atitudes dos gestores também colaborar para isso.

Para formar mão de obra, é preciso treinar os colaboradores da empresa de forma adequada e produtiva. É preciso obedecer algumas regras – estas que comentaremos a seguir:

1ª-Formar mão de obra e treinar não é dar um curso apenas
Dar um curso é melhor do que nenhum; sem dúvida. Mas um curso apenas não é suficiente para gerar as mudanças que se deseja em uma equipe. É preciso que haja continuidade, cursos básicos, “reciclagens” e aperfeiçoamentos, de modo que a equipe esteja sempre em evolução, em sintonia com as mudanças do mercado (novos produtos, exigências do consumidor etc).

2ª-Treinamento exige um programa
Quando se fala em programa, não se fala apenas em treinamento. O treinamento deve ser parte de um mais amplo, que envolva toda a empresa, incluindo plano de carreira, salário, benefícios. Se o empresário quer crescer, deve tratar seus colaboradores como seu mais valioso ativo. Uma loja, por melhor instalada que seja, só ganha vida e desenvolvimento quando pode contar com profissionais de alto nível.

3ª- Não basta treinar a equipe para vendas
A maioria das empresas do varejo que treina seu pessoal dá ênfase primordial à equipe de vendas. Porém, não basta treinar o vendedor, se o pessoal da reposição, televendas e caixa continuam adotando os mesmos velhos métodos.

4ª- Técnicas de vendas e atendimento não são suficientes
Os melhores treinamentos são os que estabelecem nos colaboradores noções claras sobre a importância da empresa em que trabalham; do seu trabalho em particular e não apenas ensinam técnicas de vendas e de atendimento. Quando os funcionários compartilham dos valores, missão, visão e dos objetivos, dedicando-se a atingi-los, o treinamento ganha outra dimensão e produz melhores resultados.

5ª- Deve haver sintonia com o programa de resultados
Tudo deve começar, na verdade, no planejamento estratégico da empresa, isto é: onde está, onde quer chegar, o que fazer para atingir os objetivos. Ao definir todos os meios com os quais pretende trabalhar, necessariamente deve definir o que espera de seus colaboradores; dos palestrantes ou consultores; instruí-los sobre o que pretendem alcançar e verificar do que necessitam para apresentarem o desempenho desejado.

6ª- Treinamento exige acompanhamento. Formar mão de obra é um processo contínuo
Não há resultados sem acompanhamento. Muitos treinamentos bem ministrados tornam-se nulos quando os colaboradores deixam de ser estimulados, elogiados e acompanhados em seu trabalho. É necessário corrigir rumos, rever performances, metas e elogiar ou reorientar.

Vivemos um período de grandes desafios e muitas mudanças; nunca foi tão necessário investir no seu maior ativo “os colaboradores”, pois é impossível oferecer produtos e serviços de qualidade, criar diferenciais competitivos sem pessoas qualificadas. Treinar é preciso!

 

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Silvia OSSO

É palestrante e consultora de empresas. Jornalista , especialista em varejo,é autora dos livros Atender bem dá lucro ; Programa Prático de Marketing para Farmácias; Administração de Recursos Humanos e do DVD Etiqueta Empresarial.Contato via e-mail: siosso@uol.com.br . Para adquirir meus livros : www.lojacontento.com.br