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Portal Competência

7 de novembro de 2013
Recursos Humanos


Flexibilidade de horários em alta

Por que as empresas têm aderido a essa medida ?

Flexibilidade de horarios em alta

Kraft, HP, Google, Procter & Gamble, Multiplus, Serasa, Porto Seguro. Essas são apenas algumas das empresas atuantes no Brasil que já oferecem aos seus colaboradores certa flexibilidade de horários no expediente. Ou seja, de alguma forma, essas organizações permitem que seus colaboradores escolham seus horários de trabalho durante o dia para conseguirem equilibrar da melhor forma vida pessoal e profissional. Para que tal medida seja vantajosa para a empresa e o trabalhador, porém, alguns cuidados são indispensáveis.

Permitir que o profissional escolha a hora que vai entrar na empresa, que ele saia no meio do expediente para resolver um problema pessoal ou que termine o trabalho antes para pegar o filho na escola. Cerca de 20 anos atrás, esse contexto era inadmissível e sinônimo de desorganização e baixa na produtividade.  Por que, então, atualmente, cada vez mais empresas têm aderido a essa forma de trabalho?

De acordo com o diretor de Educação da ABRH Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Luiz Eduardo Rosa, tal panorama se deve a mudanças profundas no conceito tradicional de tempo e trabalho. “Antes, com a maior parte da força de trabalho concentrada nas indústrias, produtividade era sinônimo de tempo dedicado na linha de montagem. Hoje, o trabalhador se concentra nos setores de serviço e comércio e é avaliado pelos resultados que alcança”, esclarece Luiz Eduardo.

A diminuição das condições de qualidade de vida também é uma das grandes responsáveis pela flexibilização dos horários de trabalho, segundo o diretor de Educação da ABRH. Para Eduardo, hoje é muito mais difícil para o trabalhador equilibrar vida pessoal e profissional: “um exemplo está no trânsito. A frota de veículos triplicou, as pessoas perdem muito mais tempo. Permitir que os trabalhadores entrem e saiam em horários diferentes é uma alternativa até para o estresse dos engarrafamentos”.

É na esperança de que a satisfação e o equilíbrio dos colaboradores gere maior produtividade é que as empresas têm possibilitado a flexibilidade de seus horários de trabalho. Mas, antes de aderir à medida, alguns cuidados são fundamentais. Quem orienta é a consultora em Gestão de Pessoas e diretora da RTS Solução em Gestão, Rejane Giaccomini.

“O RH deve ter consciência de que não são todos os profissionais com perfil para a flexibilidade. A pessoa precisa ter clareza dos processos, resultados e prazos que se espera dela. É até aconselhável que esses colaboradores passem por treinamentos para que entendam os limites desse tipo de trabalho”, aconselha Rejane.

O estabelecimento de metas também é uma das medidas imprescindíveis ao RH nestes casos, segundo Rejane. “Reuniões presenciais periódicas para feedback, comunicação via e-mail ou intranet são outras ações que devem ocorrer para a avaliação desse profissional e a coordenação do seu trabalho”, sugere a diretora da RTS.



Redação, Portal Competência