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Portal Competência

26 de dezembro de 2013
Eduardo Ferraz


Fim de ano é hora para trocar de emprego?

70% afirmaram que têm mais probabilidade de procurar outro emprego após voltar das férias

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Normalmente, fim de ano ou férias são períodos em que as pessoas fazem um balanço de suas vidas. Elas medem, sobretudo, o que aconteceu em sua carreira durante o ano, se os resultados foram bons ou ruins, se há perspectiva de melhoria ou não, se está feliz ou infeliz. Uma pesquisa feita pelo site Monster.com, nos Estados Unidos, comprovou que quase 70% dos entrevistados afirmaram que têm mais probabilidade de procurar outro emprego após voltar das férias.

Nesta época vai mesmo dando aquela ressaca, aquele cansaço. Se a pessoa está em um lugar bom, ela aguenta, sai de férias e volta com a pilha nova. Mas, se está esgotada, em uma situação ruim, é comum que ela comece a pensar seriamente em procurar outro emprego. O mesmo acontece com as empresas, que também fazem esse balanço e se preparam para mandar embora aquelas pessoas que apresentaram baixo desempenho ou estão desmotivadas. É juntar a fome com a vontade de comer. Ou seja, é uma época em que as pessoas trocam de emprego e as empresas também contratam.

Porém, é preciso muito cuidado antes de tomar essa decisão e não se precipitar. Antes de qualquer coisa é necessário analisar se realmente vale a pena mudar de emprego, se não está feliz e se não tem recebido aumento, pelo menos, a cada dois anos. Para saber o quanto vale a pena mudar, precisa analisar alguns pontos como salário, por exemplo. Se não for receber, no mínimo, 30% de aumento, você estará trocando seis por cinco. Além disso, um bom emprego é aquele onde 70% do tempo você faz o que gosta e os outros 30% são as coisas chatas, que sempre vão existir.

Na prática as pessoas trocam de emprego sem pensar e acabam pulando de galho em galho e queimando o currículo. Neste sentido, considere bem os benefícios da nova oportunidade, o tempo que ficará no trânsito, se há chances de crescer, de aprender. Não devemos olhar apenas o lado financeiro, precisamos levar em contra quatro questões, a primeira delas é sim o dinheiro, em seguida tem a segurança e estabilidade, a terceira é a quantidade de aprendizado, seja ele formal ou informal, e a última questão são as chances de ser promovido. Pese essas quatro coisas, se três delas são favoráveis, mude.

Saber se é melhor pedir as contas antes de arrumar um novo emprego ou esperar conquistá-lo para então pedir demissão? Sempre digo que os profissionais são mais valorizados no mercado quando estão empregados. O seu passe desvaloriza de 30% a 40% quando está desempregado.

Por isso recomendo que, apesar do cansaço e de toda a ressaca que pode atingi-lo neste fim de ano, pense e estude muito bem antes de tomar qualquer decisão.

 



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor