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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Administração


O fim da liderança autocrática

Incentive os gestores da sua empresa a serem líderes integradores

O fim da lideranca autocratica

As técnicas de liderança que pareciam funcionar no passado estão com os dias contados. Já não basta mais mandar e cobrar resultados, centralizando as decisões a serem tomadas. Hoje, líderes e liderados caminham mais próximos. Por vezes, decidem juntos os rumos da equipe e envolvem-se na missão da empresa com a mesma intensidade. Essa é uma das principais diferenças entre o padrão de gestão do passado e o modelo que hoje se levanta: a liderança integradora.

“Em um passado não muito distante, o líder autocrático era considerado o mais eficaz. Aquele que impunha suas ordens com dureza e ameaças conseguia excelentes resultados. Ainda hoje vemos muitos líderes trabalhando dessa forma. Eles não perceberam que estão ficando menos eficazes e cada vez mais desvalorizados nas empresas modernas”.

A opinião acima é de Arthur Diniz, especialista em liderança e sócio-diretor da Crescimentum – empresa atuante na formação de líderes de alta performance. Segundo Diniz, a gestão ideal para a contemporaneidade é participativa. Nela, o líder é sensível à contribuição vinda dos membros da equipe, valoriza as individualidades, incentiva a pró-atividade e promove a coesão do grupo.

“O mundo mudou. Hoje, até o estagiário questiona ordens, quer entender o sentido delas e discutir a sua eficácia. Por isso, os líderes à moda antiga estão desvalorizados. Os que se inserem em novos modelos estão assumindo cargos cada vez mais altos e comandam um número maior de empresas”, avalia o sócio da Crescimentum.

Orientações para o RH

O coach executivo e de equipe Marcos Fabossi também é defensor da disseminação da liderança integradora nas empresas. Autor do livro “Coração de Líder: a essência do líder coach”, ele orienta os profissionais de RH sobre como estabelecer uma cultura integradora nas organizações.

“A atuação primeira deve se dar junto aos mais elevados níveis da hierarquia. Antes de divulgar o novo modelo pela empresa, o RH deve direcionar a alta administração na prática dessa modalidade. O exemplo vem de cima”, explica Fabossi.

O desenvolvimento de mecanismos de avaliação e acompanhamento também são essenciais, de acordo com o coach. “É importante que o RH inclua indicadores relacionados à liderança, formação de novos líderes, gestão de pessoas e clima organizacional”, aconselha.



Redação, Portal Competência