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Portal Competência

17 de dezembro de 2014
Comunicação Corporativa


Férias à venda

Por que profissionais negociam seu período de descanso apesar dos prejuízos

Férias à venda

No Brasil, cerca de 30% dos profissionais consultados por uma pesquisa internacional disserem vender seu direito de recesso anual. O estudo, realizado pela empresa de pesquisa Northstar e divulgado em novembro deste ano, também levantou as principais motivações destes trabalhadores que abrem mão do descanso merecido.

Foram entrevistados 7,8 mil pessoas de 24 países. A pesquisa “Hábitos de Férias” foi promovida pela agência de viagens on-line Expedia. Ao serem questionados sobre o que os faz abrir mão do prazer das férias, a resposta mais frequente dos profissionais foi: “o trabalho não deixa” – 19% dos consultados usaram esta alegação.


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Entre os demais motivos citados pelos “vendedores de férias”, estão: “quero esperar para aproveitar no próximo ano” – 18%, “preciso do dinheiro” – 18% e “não consegui organizar o meu tempo para isso” – 16%.

As alegações, porém, não os fazem ignorar os prejuízos que tal prática acarreta para eles. Quase 90% das pessoas participantes da enquete reconhecem a importância das férias para as suas vidas pessoais e profissionais. Eles concordam que os recessos fortalecem laços com amigos e familiares e aumentam o prazer e a motivação no trabalho.

E não são apenas os profissionais que valorizam as férias. Há empresas que já perceberam o impacto que elas causam no desempenho de seus funcionários. A Tritone Interactive é uma delas. A agência de comunicação integrada tem a política de não comprar as férias de nenhum de seus 50 colaboradores.


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Funcionário descansado é mais produtivo e feliz e isto impacta a empresa. Temos muitos colaboradores casados e com filhos e, nestes casos, as férias são ainda mais fundamentais para a qualidade de vida familiar – o que reflete diretamente na qualidade do trabalho realizado pelos profissionais”, declara a Diretora de RH da empresa, Alexsandra Ganzer.

Dividir as férias é a única opção que a Tritone oferece de negociação do recesso e, em casos específicos. “Quando o funcionário não vai viajar nos 30 dias que tem disponível, nos pede para aproveitar o restante em momento mais oportuno para ele”, explica Alexsandra.



Redação, Portal Competência