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Portal Competência

2 de outubro de 2013
Administração


Escolha a dedo os seus conselheiros

Obtenha orientações preciosas para compor o Conselho Administrativo da sua empresa

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Inicialmente incumbidos de monitorar as empresas de capital aberto, hoje o papel dos conselheiros administrativos vai muito além. Eles dão apoio à gestão organizacional, direcionam a estratégia da empresa, sugerem caminhos futuros, relacionam-se com os stakeholders, entre outras funções. Justamente por exercerem tamanha influência nos negócios, os membros de um conselho administrativo devem ser selecionados a dedo. Saiba como.

Por incrível que possa parecer, a coragem e a independência estão entre as principais características que um conselheiro administrativo deve ter. Quem defende essa ideia é o headhunter Bernt Entschev, fundador presidente da consultoria De Bernt Entschev Human Capital e atuante no recrutamento de executivos de alto escalão há mais de 25 anos.

Bernt destaca: “não indico que o conselho administrativo seja composto por um acionista, diretor ou presidente da empresa. A pessoa tem que ter um olhar externo e independência suficiente para ter coragem de falar o que precisa ser dito sobre o andamento dos negócios”.

A consultora em Gestão Estratégica de Negócios Mônica Costa concorda com a posição acima ressaltando a importância de identificar no candidato a conselheiro um perfil maduro, imparcial e que valorize a transparência na relação.

Mônica acrescenta, porém, que o conhecimento amplo sobre os negócios da empresa também é critério fundamental na escolha de um conselheiro. “A pessoa exercerá o papel de mediador e, por isso, precisa ter um profundo conhecimento dos trâmites e resultados que devem ser auferidos”, explica a consultora.

No que diz respeito à faixa etária, experiência também é requisito essencial para exercer a função. Quem acentua é o presidente da De Bernt Entschev: “Não existe idade limite para compor um conselho, mas sabe-se que dificilmente um executivo com menos de 50 anos exercerá essa função. Só quem tem bagagem profissional e vivência, nesse caso, pode exercer uma contribuição significativa”.

A necessidade de diversificação periódica dos membros de um conselho e a variedade de perfis também foram fatores apontados pelo headhunter da De Bernt. “É indicado que os conselheiros sejam renovados no período de três a cinco anos e que as especialidades variem, por exemplo: é interessante que haja um profissional com o olhar voltado para a controladoria financeira, mas também um especialista no negócios em si”, explica.



Redação, Portal Competência