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Portal Competência

2 de maio de 2014
Recursos Humanos


Empresas erram com estagiários

O que as organizações podem esperar de seus aprendizes e como devem se relacionar com eles

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Estágio não é trabalho, ou seja, não deve criar vínculo empregatício de qualquer natureza (Lei nº 11.788/2008). Mesmo diante deste fato, porém, algumas empresas acabam admitindo estagiários com expectativas erradas e para atender demandas que cabem apenas a profissionais formados e experientes. Veja abaixo o que é possível exigir de um aprendiz e como se relacionar com ele de forma a potencializar sua atuação na organização.

“O estágio é um instrumento de integração, visa o aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e de relacionamento humano”, destaca o presidente do Centro de Integração Empresa Escola do Paraná (CIEE/PR), José Ribamar Brasil dos Reis.

Ribamar destaca que a maior vantagem do estágio para as empresas não deve ser a admissão de força de trabalho com baixo custo, mas a integração da organização com o conhecimento atualizado do meio acadêmico e a possibilidade de identificação e formação de novos talentos.

O que ocorre é que nem sempre as empresas têm a visão exposta acima e acabam procurando estagiários para realizar o trabalho de um colaborador experiente. Sobre este comportamento, o diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Estágios – Abres, Mauro de Oliveira, faz algumas ressalvas.

“A empresa pode cobrar do estagiário uma postura profissional, sim. Ou seja, o cumprimento de horários, um jeito de se vestir conveniente, a disposição para o aprendizado, o respeito a hierarquias e o atendimento a prazos e tarefas. Mas, por vezes, mesmo essas coisas precisam ser ensinadas e a empresa não pode exigir que ele já tenha know-how nas atividades que vai realizar. Estágio é um ato educativo supervisionado”, enfatiza

Por ser um ato educativo, entre os piores erros de uma empresa neste caso está a contratação de um estagiário sem a disponibilização de um profissional responsável pelo seu direcionamento e atuação na organização. “Precisa ter alguém que cuide diretamente dele, que tenha tempo para ensiná-lo e para quem ele vai responder. Muitas pessoas dando ordens para um estagiário não funciona. Afinal, quem é de todo mundo não é de ninguém”, orienta o diretor de Comunicação da Abres.

O tratamento com respeito e reconhecimento também é um propulsor para a atuação do estagiário e o motiva à dedicação dentro da companhia. Mauro de Oliveira alerta: “as empresas erram quando não o recepcionam de forma conveniente. Ele precisa fazer um tour pela organização, saber qual será sua mesa, seu ramal, ser ajudado com sua conta de e-mail, ou seja, se sentir integrado e valorizado”.



Redação, Portal Competência