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Portal Competência

24 de julho de 2014
Educação Corporativa


Empresas cobrem brechas da Academia

Universitários reclamam que graduação não prepara para o mercado de trabalho

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Os jovens de hoje querem um Ensino Superior que os torne empregáveis. Um desejo identificado pela pesquisa da Laureate International Universities feita com mais de 20 mil estudantes de 21 países – sendo 4,3 mil brasileiros. Quase 80% dos universitários consultados sentem falta de um aprendizado mais focado na carreira. Saiba como as empresas sentem os reflexos desta realidade e de que forma lidam com este contexto.

Diariamente ela seleciona jovens para vagas de estágio e trainee em empresas de diversos segmentos e localidades do Brasil. Sthaell Ramos é especialista em estratégia e comportamento organizacional e sócia-diretora da People on Time Consultoria. Para encontrar universitários preparados para a realidade do mercado, sua consultoria tem intensificado o rigor dos processos de recrutamento.

“Percebemos que o foco das universidades ainda é muito teórico, com poucas vivências práticas. Alguns professores são acadêmicos de carreira, sem trajetória no mundo corporativo. Diante disto, estamos recriando dentro dos nossos processos, experiências mais próximas daqueles que os jovens irão vivenciar na empresa”, destaca Sthaell.

O próprio mercado, segundo a sócia da People on Time, já tem criado opções para estes jovens interessados em uma preparação mais ampla para o mercado de trabalho. “Além dos cursos de pós-graduação, várias empresas têm oferecido cursos que capacitam este estudante para a realidade das organizações”, explica.

Diretor de Educação Corporativa na Febraban e professor de Gestão da Educação pela FIA, Fábio Moraes afirma que para lidar com a falta de preparação prática do Ensino Superior, as empresas têm desenvolvido estratégias elaboradas de desenvolvimento humano e criado suas próprias instituições de aprendizado: as universidades corporativas.

“As empresas de hoje, muitas vezes, acabam tendo que ensinar a pessoa a se posicionar no mundo e até a se portar no ambiente profissional. A educação brasileira atual não prepara cidadãos, por exemplo, não se ensina na escola a consumir, não se transmite a função do dinheiro e sua administração eficaz para a vida, não se fala em educação corporal e emocional. As organizações acabam cobrindo estas brechas com a educação corporativa”, coloca Fábio Moraes.



Redação, Portal Competência