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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Carla Virmond Mello


Empreendedorismo: Você já pensou em ganhar dinheiro na sua aposentadoria?

Ter um Plano B é considerado “o pulo do gato” para a sobrevivência profissional

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Os estudos de mercado confirmam que em 2010 o número de colaboradores com mais de 50 anos cresceu 56% em relação a 2001, quando este número não passava de 16%. Isso quer dizer que uma geração de executivos, gerentes e pessoas com experiência envelheceu e está à beira da aposentadoria. Com os compromissos e cobranças de resultados, muitos deles ainda não pararam para pensar o que vão fazer depois que pararem de trabalhar, quer dizer, trabalhar nos moldes que conhecem hoje.

Essa é uma questão a ser considerada a partir do momento em que se ingressa no mercado de trabalho, lá pelos 18 ou 20 anos. Atualmente, ter um Plano B é considerado “o pulo do gato” para a sobrevivência profissional, já que, segundo o Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), em 2030, mais de 75% das pessoas com mais de 50 anos ainda estarão em plena atividade.

Nada mais normal, afinal, sabemos que a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e a qualidade também. Não é difícil encontrar um senhor de 70 anos em plena forma física e mental, esbanjando ânimo. Seria um desperdício dispensar tanta sabedoria somente porque a pessoa chegou aos 65 anos. A idade pode ser um empecilho para o mercado corporativo, mas felizmente existe um mundo à parte do ambiente empresarial – e os profissionais estão descobrindo isso. Segundo pesquisas das consultorias especializadas em gestão humana e momentos de transição, Acta – Carreira, Transição e Talento e DBM Sul, o empreendedorismo já é uma opção real. Os números mostram que em 2007 apenas 11% das pessoas que buscavam um novo emprego ou que se aposentavam optavam por abrir o seu próprio negócio; hoje este número chega a 14%. Outro dado interessante é que, há quatro anos, 10% das pessoas eram empreendedores por oportunidade, hoje são 30%. Ou seja, já se está olhando para o mercado, identificando o que a demanda pede, o que existe de oferta e o gap de oportunidades que existe entre os dois. É aí que entra o Plano B.

Se a pessoa sabe o que quer fazer, conhece o mercado, suas movimentações e variações, está preparada para investir no desenvolvimento de um projeto com sucesso. Mas e a ideia, de onde ela vem? Ora, da observação. Aproximadamente 71% dos novos negócios são cópias melhoradas da chamada zona de conforto. Em seu cotidiano empresarial, as pessoas descobrem o que o cliente espera e onde a empresa falha. A partir daí é possível desenvolver soluções mais eficientes, o que nada mais é do que a ideia para o novo empreendimento que, mais tarde, vai se transformar no diferencial da nova empresa. Bingo!, o futuro da aposentadoria está garantido.

É preciso ter em mente, contudo, que o empreendedorismo não é para aventureiros. O indivíduo que empreende não nasceu empreendedor, ele aprendeu a sê-lo ao longo de sua vida. A experiência dá serenidade para analisarmos o universo ao nosso redor. Afinal, o processo exige dedicação. Estudar, fazer o plano de negócio detalhado, estar atento aos concorrentes, propor algo melhor que irá encantar os futuros clientes faz parte do negócio. A partir daí, o plano B se torna o plano A, a atividade mais importante, a fonte de renda e, até, de riqueza com todas as chances de dar certo.



Carla Virmond Mello

Diretora da consultoria Lee Hecht Harrison|DBM para região sul do Brasil; Consultora de Carreira e Coach Vice-Presidente da International Coach Federation – Capítulo Paraná.