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Portal Competência

28 de janeiro de 2014
Comunicação Corporativa


Em direção à Universidade Corporativa

Como saber que é o momento de desenvolver uma e quais os passos para isso

Em direcao a Universidade Corporativa

O número de empresas que têm investido com afinco no desenvolvimento de universidades corporativas (UCs) cresce de maneira expressiva a cada ano no Brasil. Em 1999, havia apenas dez destas instituições educacionais no País. Hoje, segundo estimativas da Associação Brasileira de Educação Corporativa (AEC), existem mais de 300 entidades com este perfil. Especialistas alertam, porém, que não são todas as empresas que estão preparadas para desenvolver uma UC e que existem medidas importantes a serem tomadas para que uma universidade corporativa seja realmente eficaz para a companhia.

Maturidade em estratégias de educação corporativa é um dos critérios citados por Sônia Regina Guimarães Fonseca para o desenvolvimento de uma UC por uma empresa. Sônia é coach e consultora empresarial com especialidade em desenvolvimento humano, tendo atuado neste quesito em diversas empresas nacionais e internacionais.

Com base em sua experiência de mais de 15 anos na área, a consultora observa: “geralmente são organizações de médio a grande porte que demonstram estrutura física, humana e cultural para iniciar uma UC. Essas companhias aplicam ações consistentes de aprendizagem empresarial há certo tempo e perceberam que já não bastam cursos e treinamentos rápidos e isolados para o avanço do capital humano”.

Para empresas que se encaixam neste perfil e têm interesse em dar os primeiros passos ruma á Universidade Corporativa, o consultor em desenvolvimento humano e gestor da Universidade Empresarial Sabesp, William Ramalho, orienta que se busquem informações para o alcance de uma compreensão mais ampla do que são as UCs. “É indicada uma corrida desenfreada pela participação em congressos, realização de benchmarks, leitura especializada, participação em grupos de estudos e até realização de cursos relacionados seja de curta, média ou longa duração”, sugere Ramalho.

Em um segundo momento, o gestor da Sabesp ressalta a importância de que os responsáveis pela educação corporativa da empresa tenham clareza sobre a estratégia e as necessidades do negócio: “dessa forma, com foco definido, é possível ir além dos modelos pré-concebidos de UC. Pode-se ser criativo e buscar alternativas inovadoras, alternativas e personalizadas à realidade das pessoas, explorando seus hábitos, perfis e preferências”.

Para complementar, Sônia Guimarães ainda enfatiza a importância do investimento em consultorias especializadas e na capacitação de profissionais internos que estejam aptos a conduzir esse trabalho dentro da empresa. “Os profissionais internos precisam ter o know how necessário para isso. Eles vão ser peças fundamentais, pois têm censo de valorização, afinal, também fazem parte da empresa”, sublinha a coach.



Redação, Portal Competência