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Portal Competência

22 de julho de 2014
Recursos Humanos


Em busca da verdade no recrutamento

Profissionais de RH checam informações de currículos e entrevistas. Saiba como

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Cerca de 60% dos recrutadores conferem a veracidade de informações concedidas por candidatos a vagas de emprego em currículos e entrevistas. Isto identificou uma pesquisa realizada pela Revista Melhor Gestão de Pessoas.

O Portal Competência entrevistou duas consultorias de RH – uma especializada em seleção de executivos de alto escalão e outra que recruta profissionais de níveis variados. A intenção foi avaliar de que forma este tipo de legitimação de dados é feita pelos recrutadores.

Sem dúvida a Internet é uma grande aliada, declara a headhunter Danielle Marin. Experiente na contratação de executivos para posições elevadas, a consultora não dispensa a pesquisa do nome do candidato na web: “hoje, o comportamento da pessoa nas redes sociais diz muito sobre ela e uma triagem cuidadosa no Google também é capaz de revelar informações que, por vezes, entram em choque com dados de currículos e entrevistas”.

Atuante na consultoria De Bernt Entschev Human Capital, Danielle também costuma buscar referências com antigos empregadores de candidatos que interessam a empresa. “Sempre procuro falar com as pessoas que atuaram como superiores imediatos do profissional”, explica a headhunter, “em algumas situações, ainda busco referências indiretas, ou seja, que não foram passadas pelo próprio candidato”.

Também para a sócia-diretora da First Choice, a psicóloga Daniela Knapp Vargas, a busca da verdade nos processos de seleção é fundamental. Sua empresa seleciona talentos para vagas de níveis variados e se utiliza de testes técnicos e comportamentais e entrevistas minuciosas para confirmar a experiência, os conhecimentos e até o caráter dos candidatos.

Segundo a psicóloga, não é raro que profissionais declarem ter habilidades e vivências que não possuem e, por isso, a aplicação de testes se torna tão importante. “Se a vaga exige que a pessoa saiba manipular com excelência uma planilha de Excel ou tenha inglês fluente para exercer uma função, precisamos confirmar isto antes de indicar o candidato”, relata Daniela.

A diretora da First Choice garante que em uma conversa cuidadosa com um entrevistado é possível identificar informações e comportamentos incoerentes: “se a pessoa se confunde demais ao dizer o tempo que permaneceu em um cargo, não lembra onde fez determinado curso e o que apendeu nele, por exemplo, ficamos em alerta com este candidato”.

Além dos recursos utilizados pelas consultoras, a headhunter da De Bernt ainda destaca que o próprio mercado revela mentiras vindas de candidatos. “O mercado se conhece e se conversa. Se alguma informação passa, uma hora ou outra a verdade aparece”, afirma Danielle.



Redação, Portal Competência