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Portal Competência

28 de agosto de 2013
Andréa Schoch


Educação Corporativa – De olhos bem abertos para as métricas

Quais são os indicadores da sua organização quando o assunto é capacitação?

De olhos bem abertos para as metricas

Quais são os indicadores da sua organização quando o assunto é capacitação?

Estava sentada no escritório do meu apartamento quando o telefone tocou.

Era uma gestora de RH, que havia lido a minha coluna no Portal Competência. Depois de se identificar e me contar um pouco sobre a sua organização, inconformada me perguntou: “Por que é que a minha empresa propõe tantas capacitações e não conseguimos gerar os resultados esperados?”

Diante da possibilidade de conhecer um pouco mais sobre a organização que ela representava, perguntei: “Quais são os indicadores utilizados por vocês, quando o assunto é medir capacitação?” Ela respondeu prontamente: “Custo, número de participantes, rendimento dos alunos nas avaliações do treinamento, entre outros.”

A minha pergunta seguinte foi: “O que acontece logo após a capacitação?”

Ela disse: “Cada um volta para o seu posto de trabalho e a vida continua…”

Um parêntese aqui (As respostas dadas por essa gestora de RH podem parecer um tanto quanto ingênuas, mas são mais comuns do que você possa imaginar).

Continuando a nossa história…

Retomei a resposta dada àquela primeira pergunta que fiz, isto é, como é que era medida a capacitação. Disse a ela que uma falha cometida por grande parte das organizações era utilizar como indicadores dados poucos significativos para uma avaliação de impacto, de resultados.

Pense comigo, se o que de fato as organizações desejam é capacitar para gerar resultados, por que então medir o número de participantes, o rendimento de cada um na avaliação da aprendizagem? É importante quebrar esse paradigma e propor novos e mais eficientes indicadores, tais como: qual foi o índice de aumento da produtividade, o grau de comprometimento dos colaboradores, a capacidade de entrega, e por aí vai.

Além de repensar os indicadores, sugeri a ela que, após o término da capacitação, cada um dos capacitados fosse acompanhado, que a capacitação não fosse um evento isolado, mas que tivesse continuidade com ações, incluindo feedbacks, retomada do que foi aprendido nas capacitações, pois, como se pode observar, o processo posterior à capacitação deve ser tão importante quanto a própria capacitação. O pós-capacitação é o momento em que ocorrerá a aplicação do que foi aprendido, é a aplicação prática que vai resultar em indicadores representativos da avaliação de impacto, aquela que de fato importa.

A essa altura do campeonato, a gestora me disse: “Compreendi perfeitamente e já vou marcar uma reunião esta semana mesmo para repensarmos os indicadores de capacitação da nossa organização. Temos um grande trabalho pela frente, e eu já sei que vou precisar ampliar a equipe do RH.”

Um abraço.

 

Veja Também: “Educação Corporativa: Autodesenvolvimento para os trabalhadores”



Andréa Schoch

Andréa Schoch é mestre em Educação pela PUC/PR, especializada em Educação a Distância. Trabalha há 20 anos com educação formal e há 15 anos com educação corporativa. Foi bolsista da Capes e pesquisadora do CNPq. Aprecia a psicologia, tem fé na vida, acredita na possibilidade de desenvolver pessoas via educação. Trabalha há seis anos na Direct to Company (Dtcom), empresa líder em capacitação a distância.