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Portal Competência

28 de agosto de 2013
Andréa Schoch


Educação Corporativa: autodesenvolvimento para os trabalhadores

contratados pela competência técnica e demitidos por falta de competência comportamental

Educacao Corporativa autodesenvolvimento para os trabalhadores

contratados pela competência técnica e demitidos por falta de competência comportamental

Num contexto complexo, trabalhadores do conhecimento necessitam de um outro tipo de capacitação, que não apenas a capacitação técnica, específica, isto é, aquela focada numa área ou função, necessitam, também, de capacitação que proporcione autodesenvolvimento, caso contrário, os resultados dos negócios podem ser negativos.

A prova disso está na pesquisa realizada recentemente que comprova que profissionais são recrutados por suas competências técnicas e demitidos por falta de competência essencial (comportamental). A pesquisa foi realizada por Daniel Goleman, renomado psicólogo, autor de um dos mais famosos best-sellers da área de educação: “Inteligência Emocional”.

A pesquisa feita por Goleman apresenta os fatores que mais prejudicam o desempenho dos executivos nas organizações, apontando as demissões como resultado da falta de competência comportamental. De uma forma geral, desdobrando as competências comportamentais faltantes, Goleman encontrou alguns problemas, tais como a falta de:

  • Flexibilidade, marcada, por exemplo, pela dificuldade em receber feedbacks;
  • Humildade e humanidade: profissionais que não assumem erros, além de serem muito frios e distantes das pessoas com quem trabalham e convivem diariamente; nada empáticos e altamente arrogantes;
  • Controle emocional: pessoas com dificuldade de interagir sob pressão, irritadas e explosivas;
  • Integridade: pessoas capazes de passar por cima dos colegas e prejudicá-los para se sair bem;
  • Cooperação e colaboração: pessoas egoístas, incapazes de cooperar e dividir os louros das conquistas.

Diante desse quadro, e cientes da possibilidade que a capacitação pode trazer, o nosso alerta caminha na direção de que as organizações promovam o autodesenvolvimento, num processo contínuo que envolva: aprender a Compartilhar; aprender a se Autoconhecer para compreender o que o motiva na vida, no trabalho; a Autogestão da Carreira para aperfeiçoar o direcionamento de sua vida profissional; Desenvolvimento de Liderança para compreender que em diferentes instâncias somos todos líderes em potencial e precisamos agir de forma ética, coerente, sustentável; desenvolver a Comunicação relacional para entrar em sintonia com o outro, compreendendo e sendo compreendido; e, por fim, desenvolver a habilidade de Relacionamento para trabalharmos em equipe, cientes de que, nesta era, sucesso é esporte coletivo e que o resultado bom é o ganha-ganha.

 

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Andréa Schoch

Andréa Schoch é mestre em Educação pela PUC/PR, especializada em Educação a Distância. Trabalha há 20 anos com educação formal e há 15 anos com educação corporativa. Foi bolsista da Capes e pesquisadora do CNPq. Aprecia a psicologia, tem fé na vida, acredita na possibilidade de desenvolver pessoas via educação. Trabalha há seis anos na Direct to Company (Dtcom), empresa líder em capacitação a distância.