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Portal Competência

5 de novembro de 2013
Recursos Humanos


É tempo de contratações temporárias

RH deve ficar atento às peculiaridades

E tempo de contratacoes temporarias

O fim do ano se aproxima e, com ele, a necessidade de algumas empresas elevarem seu quadro de pessoal para atender às demandas do Natal e do Ano Novo. Os setores de varejo e produção são os mais carentes. Só no varejo, a estimativa é de que sejam oferecidas mais de 130 mil oportunidades de emprego com este perfil. Um aumento de 5% em comparação a 2012 (dados da Alshop). Para que o RH preencha da melhor forma essas vagas, consultores dão as suas dicas.

Não é porque a vaga é temporária, que o RH deve descuidar do processo de seleção e admissão desse profissional. Ainda assim, é necessário definir o perfil ideal de candidato, divulgar de maneira conveniente a oportunidade, definir as etapas da seleção e zelar pelas peculiaridades do processo admissional.  Quem orienta é a coordenadora de RH da People on Time – consultoria de Recrutamento & Seleção, Mariana Vieira.

Para Mariana, é aconselhável que as contratações temporárias sejam planejadas de um a três meses de antecedência, dependendo do volume de vagas que a empresa pretende preencher.  De acordo com a consultora, só dessa maneira o RH poderá zelar pela qualidade do recrutamento. “É preciso, por exemplo, avaliar se o candidato realmente está disposto a trabalhar temporariamente, se não sairá caso encontre uma oportunidade efetiva”, alerta.

Em concordância com Mariana, o diretor da Bahia Consult e consultor em Gestão de Pessoas, Humberto Souza, também defende que esses processos seletivos sejam iniciados antes do mês de novembro: “no máximo na segunda quinzena de novembro as admissões já devem estar sendo definidas. Isso porque vivemos um momento de séria escassez de mão de obra no Brasil”.

Quanto antes a empresa planejar e providenciar o preenchimento de suas vagas temporárias, mais tempo também vai ter para treinar e capacitar esses trabalhadores. “Independente do período em que o colaborador ficará na empresa, para se ter um trabalho de qualidade nesta fase, é preciso investir em treinamento. Afinal, essa pessoa deve desempenhar seu serviço dentro dos padrões estabelecidos pela empresa”, destaca a coordenadora da People on Time.

Mais um motivo para zelar pelo trabalho temporário: eles são ótimas oportunidades de experimentar possíveis colaboradores efetivos.  A previsão é de que, em 2013, pelo menos 20 mil trabalhadores temporários sejam efetivados.

O diretor da Bahia Consult comenta que, para efetivar um trabalhador temporário, o RH deve observar se a pessoa mostra afinidade com a empresa e apresenta proatividade. “Caso isso aconteça, será uma boa economia para a empresa, pois já vai contratar um funcionário treinado”, declara Humberto.

De olho nas questões legais

O trabalhador temporário também tem direitos trabalhistas previstos em lei. Há regulamentação específica para essa modalidade de emprego na lei de nº 6019/74.

Vale ressaltar que, para este empregado valem as mesmas regras de expediente, horas extras, proporcional de férias e 13º, repouso semanal remunerado e salário – que deve atender, no mínimo, o piso da função executada.

A lei também prevê que o emprego temporário deve ter duração máxima de 90 dias, sendo possível prorrogá-lo por mais três meses apenas.



Redação, Portal Competência