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Portal Competência

25 de março de 2014
Paulo Gerhardt


É Possível Controlar o Tempo?

Todos nós sofremos de um mal em comum. A falta de tempo!

E Possivel Controlar o Tempo

Talvez o grande mal da atualidade seja a falta de tempo. Todos nós sofremos deste mal, estamos sempre atolados de coisas para fazer, sofremos para cumprir os horários marcados e assumir todos os papéis que temos.  Nosso grande desejo é poder controlar o tempo, estendê-lo ou encurtá-lo, quando necessário. Tenho duas notícias para você, uma boa e uma ruim. A ruim é que o tempo é imutável, como você já deve ter percebido. A boa é que, se não podemos alterar o tempo, podemos controlar o que fazemos com ele, isto é, como preenchemos o nosso tempo. Quando desenvolvemos a habilidade de administrar melhor a forma com que usamos o tempo, tornamo-nos mais produtivos, mais realizados, mais saudáveis e mais felizes.

Por quê isto acontece? Bem, tudo em nossas vidas é fruto de nossos comportamentos. Se temos por hábitos, sair fazendo as coisas sem planejamento, sem priorização, tentando assumir tudo que aparece a nossa frente, agindo mais e pensando menos, sem ter um foco determinado, uma estratégia estabelecida, deixando-nos levar por coisas não importantes e distraindo-nos constantemente; sempre faltará tempo, nossa produtividade será baixa, ficaremos com uma sensação de frustração ao final do dia, estaremos sempre angustiados e estressados, a pressão sobre nós aumentará muito e certamente, não seremos felizes, tanto no aspecto profissional, quanto no pessoal.

O que fazer então? Mudar os nossos hábitos diários é a única saída.

Para isto, temos que adotar um método que nos ajude a substituir os comportamentos atuais por outros que irão aumentar a nossa produtividade pessoal. Irei passar para vocês um método simples que utilizo e tenho orientado milhares de pessoas em processos de coaching e treinamento. É um método adaptado do famoso PDCA (plan–do–check–adjust), ao qual denomino PEAR (Planejar, Executar, Acompanhar, Replanejar).

O primeiro hábito que temos que instalar é o de “planejar”. Quando saímos por aí fazendo as coisas à revelia, podemos, por sorte, conseguir bons resultados. É como se ficássemos à deriva em alto mar, talvez possamos chegar a algum lugar, mas o mais provável é que não cheguemos a lugar algum. Mesmo que possamos chegar a algum lugar, pergunto: É o lugar que gostaríamos?

Temos que definir um norte, estabelecer objetivos, que servem de orientação nas tomadas de decisões que deveremos ter ao longo do caminho. Todos os dias, temos que tomar uma série de decisões e só tomaremos a decisão certa se tivermos um propósito que nos orienta. Fazer o nosso planejamento pessoal significa definir nossa missão e visão pessoal, nossos valores, nossos objetivos de curto, médio e longo prazos, listar as tarefas que temos que fazer, classificar de acordo com sua importância e urgência, estabelecer um plano mensal, semanal e diário. Se você exercitar este hábito, você terá subido o primeiro degrau rumo ao sucesso pessoal.

O segundo hábito que temos que instalar é o hábito da “execução”. Quando digo isso, não significa que é para sair por aí fazendo qualquer coisa ou certas coisas, e sim “fazer as coisas certas”. Executar aquilo que foi planejado, colocar em prática a mudança de hábitos. Neste momento, o mais importante são a disciplina, o foco, a determinação e a persistência. É necessário deixarmos a zona de conforto, assumir riscos calculados, enfrentar os obstáculos, superar os desafios. Certamente, esta etapa será a mais difícil e exigirá de você muita energia e firmeza de propósitos. Será um teste para aquilo que você determinou como missão e visão, pois quando temos um propósito muito forte, iremos suportar, praticamente, qualquer coisa para alcançá-lo.

O terceiro hábito que temos que alcançar é o hábito de “acompanhar”. O acompanhamento é fundamental para atingirmos a alta produtividade e a excelência, pois permite saber se estamos no caminho certo, fazendo as coisas certas, no tempo certo e atingindo os resultados esperados. A mudança sempre foi uma constante no mundo, no entanto, hoje, a realidade é que as mudanças ocorrem numa velocidade muito alta; nem bem conseguimos dominar uma tecnologia e surge outra que a substitui. Com mudanças tão rápidas no cenário, precisamos saber se aquilo que planejamos fazer realmente está nos levando para onde queremos ir no prazo esperado, ou mesmo, se os objetivos traçados não devem ser modificados. Sim, o intuito de planejarmos é nos prepararmos melhor para enfrentarmos as incertezas, as mudanças e a complexidade do mundo atual, no intuito de alcançarmos nossos objetivos. Para isto, é importante acompanhar sempre, para que possamos mudar rapidamente nossos planos de ações, aprimorando as pessoas e os processos e atualizando as ferramentas que nos ajudam na execução destes planos.

O quarto hábito que nos é necessário é o hábito de “replanejar”. O planejamento não deve ser duro, engessado e um trilho por onde seguimos e não podemos sair. Ele deve ser flexível, porém, resistente, e servir como trilha que nos conduza, porém, modificável, caso surjam novos e melhores atalhos no caminho. Um grande parte das pessoas e, também, das empresas que elaboram planejamentos, simplesmente, desistem e descartam seus planejamentos, porque o mercado mudou, o cliente mudou, o concorrente mudou, a legislação mudou, o clima mudou, a conta bancária mudou. O mais importante em nossas vidas é aquilo que queremos ser e deixar como legado. A partir disto, os planos são planejados e replanejados constantemente para adaptar-se às mudanças que ocorrem todos os dias ao nosso redor e em nós mesmos. Posso ter planejado ser um alto executivo em uma empresa multinacional, no entanto, por diversas mudanças ocorridas no cenário e internas, posso replanejar e tornar-me um empresário de sucesso. O importante é ser fiel à minha missão, visão e valores.



Paulo Gerhardt

É autor do livro Coaching de Vendas – Conduza seu Cliente para a Solução e Venda Mais (www.treinar.com.br), onde propõe mudanças de paradigmas na abordagem tradicional de venda para contornar as principais dificuldades, satisfazendo o cliente e vendendo mais.