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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Administração


Descanso produtivo

Não tirar férias causa prejuízos à empresa

Descanso produtivo

De acordo com dados de pesquisa realizada pela consultora Betania Tanure, da Fundação Dom Cabral, cerca de 30% dos executivos não tira férias há três anos. Tanure entrevistou mais de mil profissionais. No estudo, ela ainda identificou que 50% dos que aderem ao período de descanso, só usufruem 10 dias de recesso por ano. O fato de se considerarem indispensáveis ao bom andamento dos negócios é um dos principais motivos do boicote às férias, segundo a pesquisa. Especialistas em RH falam sobre os prejuízos que esse contexto pode acarretar às empresas.

Leila Rossetto é diretora da PH Gestão de Pessoas. Especialista em Recursos Humanos, Rossetto cita outras razões que fazem com que executivos fiquem receosos de gozar das férias a que têm direito. “Alguns são loucos pelo trabalho e dizem não ter interesse nas férias. Em outros se percebe um ego maior do que a necessidade do descanso. Em determinadas situações, também há o medo de perder o cargo no retorno”, opina a diretora da PH.

Nenhuma das justificativas citadas acima ameniza os prejuízos que um profissional há anos sem descanso traz para uma organização. Segundo Rossetto, a ausência de férias traz diversos efeitos colaterais facilmente percebidos na rotina do trabalho. “Estresse, cansaço físico e mental, dores de cabeça constantes, sistema imunológico debilitado, irritabilidade. Com o passar do tempo, esse profissional vai se tornar um risco para a empresa, com erros e esquecimentos constantes e falta de equilíbrio emocional e de qualificação para as suas funções”, defende Leila.

Para que a organização não sinta as consequências de executivos estressados, os departamentos de RH devem incentivar os profissionais a se organizarem para o período de férias. A dica do consultor em qualidade de vida e comportamento organizacional, Cláudio Pelizari, é de que o colaborador seja conduzido a delegar funções e que a empresa deixe ele seguro quanto a isso. “A pessoa não precisa ter medo de perder seu cargo para um substituto. Se ele sempre foi um bom profissional e mostrar competência até para organizar suas férias, só tem a ganhar”, incentiva.



Redação, Portal Competência