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Portal Competência

16 de setembro de 2014
Recursos Humanos


O desafio da gestão de colaboradores em aviso prévio

Dicas para manter a motivação e administrar o repasse de responsabilidades

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Seja por pedido de desligamento vindo do profissional ou por demissão de iniciativa do empregador. Fato é que o colaborador que está prestes a sair da organização já não tem mais a mesma relação que tinha com o trabalho que realiza. O pior é que, por vezes, a empresa depende deste empregado para treinar um substitutoe repassar responsabilidades…

Cleber Andriotti Castro sabe bem quão delicadas são situações como essas. Ele trabalhou durante oito anos gerindo colaboradores em empresa do setor supermercadista e, hoje, é consultor na área de recursos humanos. Administrador com especialização em Gestão Estratégica de Pessoas, ele conta que o maior desafio nestes casos é manter a motivação do funcionário e não comprometer o clima organizacional.


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“Quando o RH e as lideranças envolvidas não tratam este colaborador de forma ética e respeitosa e não sabem administrar uma relação saudável com ele no período de aviso prévio, a imagem da empresa pode ser manchada por boatos e a relação com os demais colaboradores ficará desgastada”, alerta Cleber.

Para evitar o agravamento do caso, a orientação de Andriotti, que também é professor na FGV, é que sejam feitos acordos entre a empresa e o colaborador: “o RH deve ter uma conversa transparente com o trabalhador, deixar claro que pagará todos os seus direitos trabalhistas, que dará suporte para a sua recolocação no mercado (ou que deixará as portas abertas) e, então, deve expor o que precisa dele neste período”.


Saiba mais em:Os impasses da demissão em massa


Excluir o colaborador de todas as reuniões e ações da organização ou tratá-lo com indiferença não é o melhor encaminhamento para a situação, de acordo com o consultor. “Desta forma, ele vai perder completamente a motivação que ainda tinha e não vai contribuir com o repasse de suas atribuições ou o treinamento de um outro profissional”, explica o consultor.

Apenas em casos insustentáveis, quando a demissão já ocorreu por conta de desgastes no relacionamento ou quebra de confiança, é que Cleber aconselha que o período de aviso prévio não seja levado adiante. “Nestas circunstâncias, vale a pena bancar os custos da quebra imediata de contrato, pois poupa o clima organizacional”, ressalta.



Redação, Portal Competência