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Portal Competência

15 de maio de 2014
Jorge Matos


Depressão no trabalho

Seis em cada dez pessoas que sofrem de depressão não procuram ou não recebem o tratamento adequado.

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Grande parte das pessoas que sofrem de depressão não percebe que estão doentes e precisam de tratamento. A doença é carregada de estigmas e preconceitos, o que dificulta o acompanhamento clínico do caso.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Embora seja uma doença comum a muitos indivíduos, os sintomas são distintos de pessoa para pessoa. As características depressivas mais comuns são tristeza, desânimo, mudança repentina de humor e falta de produtividade no trabalho.

Dentre as causas de depressão pelas quais muita gente passa – e que todos os indicadores insistem em mostrar serem crescentes – está o fato de as pessoas se sentirem obrigadas a exercer atividades contrárias à sua natureza e pressionadas a obter desempenhos melhores a cada dia.

De acordo com os estudos do Ph.D em psicologia pela Universidade de Harvard, William Moulton Marston, todo ser humano é constituído por quatro fatores comportamentais: Dominância (indivíduos diretos e assertivos), Influência (indivíduos comunicativos e extrovertidos), Estabilidade (indidíduos organizados e estruturados) e Conformidade (indivíduos analistas e metódicos). Cada fator comportal possui características e talentos indicados para determinadas atividades.

Entretanto, as pessoas frequentemente são convidadas a fazer atividades inversas a seus talentos. É como se fosse dito a elas: pegue o que você tem de melhor e jogue no lixo, pois vamos lhe exigir o que menos gosta.  Essa situação demonstra o que é colocar a pessoa certa no lugar errado. Partimos do princípio que os profissionais são sempre pessoas certas, mas que podem estar em locais adequados ou inadequados a elas.

Uma solução para diminuir as causas de depressão, pelo menos no que diz respeito à inadequação comportamental no trabalho, é definir claramente a arquitetura comportamental dos cargos e buscar profissionais sintonizados com a atividade.

Atualmente, as pessoas vivem mais e o trabalho na vida moderna ocupa praticamente três quartos da vida dos indivíduos. Ou investimos mais na qualidade de vida dos trabalhadores, ajudando-os a se cuidarem, ou a eles adoecerão e a conta será alta para todos.



Jorge Matos

Mestre em Gestão Empresarial pelo ISCTE / FGV e formação em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco - FESP-UPE. Atuou como Executivo do Grupo Accor, Grupo Industrial João Santos e IT Companhia Internacional de Tecnologia e executou diversos projetos nas áreas de Gestão Empresarial, Recursos Humanos, Planejamento Estratégico, Gestão de Mudança e Educação, Vendas e Atendimento para empresas. Atualmente, é Presidente da ETALENT, Professor da FGV e Autor do Livro Talento Para a Vida.