Esqueceu sua senha?

Portal Competência

9 de agosto de 2013
Eduardo Ferraz


A cultura da empresa é o fator mais importante

O bom salário, os benefícios e todas as outras vantagens vão ser ótimos no início, mas depois não serão suficientes para motivá-lo

Cultura-da-empresa-fator-mais-relevante

Ao ser convidado a trabalhar em uma empresa, o profissional pensa na remuneração, benefícios, condições de acesso, possibilidades de crescimento e, muitas vezes, esquece uma análise fundamental: conhecer a cultura e os valores da empresa da qual fará parte.

Se você é uma pessoa calma, formal, concentrada, que gosta de fazer uma coisa de cada vez, e entra em uma empresa sem rotinas definidas, com muita pressão e comandada por pessoas ansiosas e agressivas, certamente não conseguirá se adaptar. O bom salário, os benefícios e todas as outras vantagens vão ser ótimos no início, mas depois não serão suficientes para motivá-lo. O mesmo acontecerá se você for uma pessoa extrovertida, sociável e criativa, e trabalhar em uma organização onde as normas são rígidas, o ambiente é formal e os relacionamentos são pouco valorizados. Em ambos os casos, o profissional terá que passar os dias se controlando e sofrendo em um ambiente com uma cultura completamente diferente daquela em que se sentiria feliz.

Existem, por outro lado, casos onde o profissional aceita ganhar menos ou gasta mais horas no trânsito para trabalhar em uma empresa onde se sente bem e em um ambiente onde faz o que gosta. Seguramente este funcionário vai ficar por muito tempo no emprego e desempenhará suas atividades de maneira exemplar e prazerosa. O “prejuízo” financeiro no curto prazo, muito provavelmente será revertido no médio prazo, pois produzindo mais a pessoa ganhará melhor ou terá oportunidades de chamar a atenção de outras empresas tão boas ou melhores que a atual e que também tenham a ver com seu estilo de ser.

Por esse motivo, sugiro que ao participar de um processo de seleção ou ser chamado para uma entrevista, procure saber antecipadamente, mesmo de maneira informal, como é o ambiente de trabalho, como são as pessoas, qual o ritmo de trabalho, como se medem resultados, o que é bem (ou mal) visto, que estilo de pessoas são promovidas, como são os chefes e assim por diante.

Pessoas muito diferentes do clima e da cultura organizacional sofrem uma pressão enorme e não conseguem render o necessário, o que acaba sendo ruim tanto para o profissional quanto para a empresa. Quando alguém se sente parte da cultura, concorda, defende e valoriza a empresa sem ninguém pedir.



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor