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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Cuidados na contratação de familiares

Medidas por parte do RH evitam problemas na admissão de parentes

Cuidado na contratacao de familiares

Se já tem sido difícil encontrar mão de obra tecnicamente qualificada para diversos segmentos e cargos no Brasil, ainda mais complicado tem sido achar profissionais de confiança. A indicação é um dos caminhos que oferece certa segurança à empresa na hora da admissão. Quando essa recomendação vem de um familiar já contratado, porém, alguns cuidados são indispensáveis.

Não são poucas as empresas que admitem parentes de colaboradores em seus quadros de acordo com a experiência de Lidiane Bertê, diretora da Intelectus – Gestão Estratégica de Pessoas. “As que não aceitam esse tipo de contratação sofrem as consequências, pois com a escassez de profissionais habilitados no mercado, as empresas já não podem se dar a esse luxo”, opina Lidiane.

Para evitar conflitos internos entre familiares, Lidiane comenta que as empresas de grande porte costumam colocar esses colaboradores em unidades ou setores diferentes. “Caso haja um falecimento ou outro problema na família, a organização também se livra do risco de ter mais de um profissional ausente na mesma equipe de trabalho”, explica.

O consultor em Gestão de Pessoas Humberto Souza, diretor da empresa Bahia Consult, ainda cita outra medida a ser tomada antes da contratação de familiares. “No início da admissão, deve-se deixar claro que são duas pessoas distintas e que o vínculo da empresa com cada uma será independente. Se é chamada a atenção de um familiar, o outro não pode ficar de cara feia”, ressalta Humberto.

Processo seletivo

O fato de o candidato ser uma indicação de familiar não pode fazer com que a pessoa tenha tratamento diferenciado no processo seletivo. Essa é a opinião da diretora da Intelectus. Para Lidiane Bertê, o profissional deve passar por todas as fases da seleção para que, caso seja admitido, “tenha a certeza de que foi por suas qualificações, sendo a recomendação apenas um entre todos os outros diferenciais”.

Quando a pessoa indicada tem o mesmo tratamento de outros candidatos, isso também garante à empresa e aos familiares envolvidos uma permanência frutífera na organização. “Um Gerente de Vendas certa vez me indicou seu filho para uma vaga na mesma empresa ressaltando que não queria que o rapaz fosse admitido por deferência especial. Entrevistei o jovem e percebi que tinha méritos próprios. Anos depois, ele se tornou presidente da empresa”, conta Humberto Souza.



Redação, Portal Competência