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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Carla Virmond Mello


Consultor! Você ainda será um

Ser um consultor deixou de ser uma apresentação informal, pouco profissional ou temporária, é uma tendência comum e cada vez mais valorizada

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Cada vez mais, vemos profissionais com um tempinho extra na vontade de se apresentar para o mercado como um “freela”, profissional de projeto, consultor independente ou associado, porém ainda receosos de incorporar essa identidade e preocupados com o que os outros vão pensar.

Se esse é o seu caso, é preciso rever seus conceitos. Ser um consultor deixou de ser uma apresentação informal, pouco profissional ou temporária, é uma tendência comum e cada vez mais valorizada. Diante de tantas transições que passaremos ao longo da nossa vida e carreira, pode estar certo que em algum momento (e você saberá quando) você será um consultor. Não se trata de ser mais um, mas de ser alguém que você construiu ao longo dos anos, entregando para o mercado aquilo que você tem de melhor, fazendo-se necessário. Aliás, essa é uma boa definição para talento – se fazer necessário!

Esteja preparado para tirar a identidade corporativa do seu cartão e, se o nome da empresa é ainda o seu sobrenome, comece a treinar desde já se apresentando com o seu nome e com o seu sobrenome. Uma boa forma é ter sempre a mão o seu cartão pessoal, com seus dados, nome, e-mail e telefone. Sua atual empresa ou empregadora pode ser o seu primeiro cliente ou você pode ser um consultor associado a ela. Como todo início, será difícil e você se sentirá “meio sem jeito”, mas superará essas dificuldades quando perceber que a situação pode valer a pena.

Como toda transição, esta também requer uma reflexão estruturada: prepare-se para definir muito bem o seu objetivo profissional (o que você tem de diferencial para oferecer ao mercado), faça sua lista de networking e crie situações de visibilidade, e, claro, saiba como se apresentar. Pode parecer simples, mas se você não treinar, irá se atrapalhar e pode perder oportunidades de oferecer o seu trabalho. Treine na frente do espelho uma apresentação de um minuto e outra um pouco mais longa, para quando a situação permitir. Se apresente para os amigos e peça feedbacks.

Lembre-se de que você já passou por isso quando mudou de emprego ou assumiu um novo desafio e lembre-se, ainda, de que toda a dor da transição ocorre em menos tempo quando temos perspectivas futuras. Cabe a você criá-las em vez de colocar fantasmas à sua frente, pois eles só existem na imaginação.



Carla Virmond Mello

Diretora da consultoria Lee Hecht Harrison|DBM para região sul do Brasil; Consultora de Carreira e Coach Vice-Presidente da International Coach Federation – Capítulo Paraná.