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Portal Competência

9 de abril de 2014
William Ramalho


O conhecimento na ponta do dedo

Com apenas um toque em seu dispositivo móvel, surge um infinito

O conhecimento na ponta do dedo

Oportunidades de aprendizado apoiado pela tecnologia:

Ir à biblioteca para uma pesquisa acadêmica ou ler uma enciclopédia para buscar sustentação teórica e conceitual. Reunir-se com grupo de estudos para trabalhos escolares ou participar de uma conferência no exterior para desenvolvimento profissional.

Práticas tão utilizadas durante longos tempos e que hoje podem ser substituídas por um simples clique no computador ou por um toque na tela do seu dispositivo móvel.

Buscas inteligentes, enciclopédias virtuais, e-books, sessões de webcast, livecast, videoconferência. Cursos e-learning nos mais variados formatos. Fóruns, chats, comunidades virtuais que proporcionam um aprendizado mútuo com origem multilateral do conhecimento.

É notório que a tecnologia estreitou a distância do conhecimento, para sintetizar todas as vantagens que proporciona à educação, seja escolar ou profissional.

Porém traz consigo um aglomerado de cuidados necessários neste cenário que remonta a maneira como as pessoas aprendem no século XXI.

Jô Soares, em um de seus programas de entrevistas, leu algumas frases humorísticas dentre as quais: “Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias é pesquisa”. Obviamente é uma referência cômica, mas ideias, informações, conhecimentos estão disponíveis em proporção grandiosa na web, deliberadamente ou não, e possibilitam pesquisas vastas e ágeis.

A rápida evolução e proliferação do conhecimento reduziu seu prazo de validade. As fontes do conhecimento deixaram de ser únicas e por vezes deixaram até de ser conhecidas. Que o diga o wikipedia. Fórmulas prontas e perenes não mais é a maioria. Teorias são sempre e rapidamente testadas e questionadas pela prática. O apego pelo conhecimento não é mais tão radical e o desejo por compartilhar e multiplicar cresce a cada segundo, incentivado pelo hábito da adesão às redes sociais.

Um dos pontos principais de atenção está na identificação da procedência do conhecimento. Como usuário do conhecimento, saber filtrar o que é adequado ao seu interesse. Há conhecimentos chancelados, ou seja, comprovados cientificamente, testados, aplicados, registrados, certificados, etc, etc, e há conhecimentos apenas referenciais.

Como empresa, é necessário orientar o colaborador sobre o bom uso do conhecimento disponível. Esclarecer implicações, consequências, riscos e responsabilidades.

Mas não podemos fechar os olhos para este “mar” de oportunidades em tempos onde o conhecimento é o diferencial competitivo. Oportunidades que são ainda mais alavancadas pela presença dos dispositivos móveis que “criaram pernas” ao conhecimento e têm um significativo papel na velocidade da informação, seja em forma de texto, som ou imagem.

O apoio da tecnologia na aprendizagem é adepto ao perfil das pessoas no mundo atual.

A variedade de formas possíveis de se constituir aprendizado contribui com a necessidade de personalização. A velocidade atribuída com a transmissão de informações pela tecnologia atende ao imediatismo desejado pelas pessoas. A flexibilidade de local, data e horário, tão escassos em grandes metrópoles é notadamente uma grande vantagem adquirida. Não só para a administração do tempo, como para o seu melhor aproveitamento.

Com o aprendizado apoiado pela tecnologia, à medida que há evolução neste sentido, são intensificadas as contribuições, como exemplo a sua contribuição social. Este papel é perceptível se considerarmos que a tecnologia é cada vez mais acessível e que a quantidade de ambientes de aprendizagem online tem se multiplicado ano a ano. Para ilustrar, um dos grandes objetos de estudo sobre tendências na educação são as MOOCs (Massive Open Online Course), que em português significa Curso Online Aberto e Massivo. As MOOCs são uma espécie de curso aberto pela WEB, gratuito, por onde um grande número de alunos têm a oportunidade de ampliar conhecimentos num processo de co-produção. A quem pense que a qualidade dos conteúdos destes ambientes pode ser questionada, já existem MOOCs com certificação por instituições reconhecidas e credenciadas.

Mudanças a partir da introdução da tecnologia para apoiar o aprendizado e a proliferação de conhecimento são constantes. O que não muda é a necessidade de qualificação e aperfeiçoamento profissional e de evolução pessoal.

E neste propósito tão nobre da humanidade, o que há em comum é o conhecimento, seja adquirido por métodos tradicionais ou por um “toque” de seu dedo.

A distância do conhecimento é proporcional ao tempo que você leva para reconhecer a sua importância e consequentemente iniciar a sua busca.



William Ramalho

William Ramalho é Gestor na Sabesp, atualmente responsável pela Universidade Empresarial Sabesp e professor do Senac em cursos de pós-graduação em Gestão de Pessoas e Gestão do Conhecimento. Possui 22 anos de vivência na área de RH com experiência em projetos de Capacitação e Desenvolvimento; Gestão do Conhecimento; Educação a Distância e Tecnologias Interativas para Desenvolvimento de Pessoas; Sucessão e Carreira; Avaliação de Competências e Desempenho; Redes Sociais; Gestão de Portais; Recrutamento e Seleção; Informações e Indicadores; Qualidade de Vida; Responsabilidade Social, dentre outros. Possui MBA em Gestão Empresarial, Pós-Graduação em Recursos Humanos, Especialização em Gestão do Conhecimento e Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados. Realizou ainda curso de extensão em Metodologia para Ensino Superior e Tutoria em E-Learning. Foi considerado Top Five na categoria Jovem Talento em RH (Prêmio Top of Mind/2010). Ministra cursos e disciplinas presenciais e à distância desde 2009, além de ser palestrante e consultor em Gestão de Pessoas e de Negócios.