Esqueceu sua senha?

Portal Competência

13 de agosto de 2013
Leandro Cristo


Conheça o seu Self 1 e o seu Self 2

Saiba como seu lado autocrítico influencia em suas decisões

Conheca-o-seu-Self-1-e-o-seu-Self-2

Em 1974, foi lançado o livro “O jogo interior do Tênis” por um dos gurus mais requisitados do Coaching. O Coach Timothy Gallwey trouxe, a partir de uma análise desse esporte, um novo conceito de treinamento. Seu texto se baseava no período em que foi técnico de tênis, durante os anos 70 e, em sua jornada, quando observava muitos jogadores jogando e treinando.

Gallwey notava que muitos tenistas falavam frases específicas quando erravam jogadas, coisas do tipo: “errei de novo!”, “como pude fazer isso?”.

Até quando foi conversar com esses jogadores pra entender o quê, e com quem estavam falando, perguntando-lhes: “você está falando com quem?”. E a resposta era: “estou falando comigo mesmo”. A partir dessa expressão peculiar, Timothy despertou o interesse em entender quem era o “EU” e quem era o “Comigo mesmo”.

Sem se preocupar em utilizar nomenclatura técnica, ele conceituou, então, o “EU” como Self 1 e o “Comigo mesmo” como Self 2.
Self 1: Falador, o que julga, o que crítica como as coisas deveriam ser, sempre espera a perfeição, impede de estar livre para aprender. Consciência pronta para julgar a nós mesmos.

Self 2: Não tem medo de errar, cai e levanta, entende que o erro faz parte do processo de aprendizado. Para o Self 2, não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado. Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias autoinstruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas.

O Self 1, ao invés de julgar um evento isolado, como um chute errado ao gol, começa a espalhar o pensamento, “você possui um péssimo chute”, a partir de um erro o pobre rapaz passa ser péssimo em tudo.

Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sou muito lento”, “sempre erro bolas fáceis”.

O resultado é que autojulgamentos transformam-se em profecias autoexecutáveis.
Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar, estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2, que o desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

Pense nisso.



Leandro Cristo

Master Coach Financeiro pelo Instituto de Coaching Financeiro, Personal&Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, Graduado em Administração Geral, MBA Em Gestão de Negócios, Palestrante e Ministrador de Cursos de Liderança e Colaborador de artigos em sites, revistas e livros relacionados a Administração e Gestão de Carreira.