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Portal Competência

25 de março de 2014
Leandro Cristo


Conheça o seu SELF 1 e o seu SELF 2

Saiba como seu lado autocrítico influencia suas decisões

Conheca o seu SELF

Em 1974, foi lançado o livro “O jogo interior do Tênis” por um dos gurus mais requisitados do Coaching. Em sua experiência como técnico de tênis durante os anos 1970, o Coach Timothy Gallwey costumava observar seus jogadores treinando e, a partir dessas observações, trouxe para o esporte um novo conceito de treinamento.

Ele notou que muitos jogadores se diziam frases negativas quando erravam jogadas, coisas do tipo: “errei de novo!”, “como pude fazer isso?”. E decidiu conversar com esses jogadores pra entender o quê, e com quem estavam falando.

A resposta foi esquisita, “Eu estou falando comigo mesmo”, mas despertou em Timothy o interesse em entender quem era o “EU” e quem era o “Comigo mesmo”. A partir disso, ele conceituou, sem se preocupar muito em nomenclaturas técnicas, estes dois lados que nos compõem, chamando-os de “Self 1” o “Eu” e de “Self 2” o “Comigo mesmo” – resumidos assim:

  • Self 1

Falador, o que julga, o que critica como as coisas deveriam ser, sempre espera a perfeição e nos impede de estar livre para aprender. Consciência pronta para um autojulgamento.

  • Self 2

Não tem medo de errar, cai e levanta, entende que o erro faz parte do processo de aprendizado. Para o Self 2, não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado. Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias autoinstruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas. Do contrário, o Self 1, ao invés de julgar um evento isolado, como um chute errado ao gol, começa a espalhar o pensamento, “você possui um péssimo chute”. Isto é, a partir de um erro, passa a te julgar péssimo em tudo.

Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sou muito lento”, “sempre erro bolas fáceis”.

resultado é que tais autojulgamentos transformam-se em profecias autoexecutáveis.

Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar, estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2 – e este o desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

Pense nisso – e cuide “de si mesmo” e policie seu “eu”.



Leandro Cristo

Master Coach Financeiro pelo Instituto de Coaching Financeiro, Personal&Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, Graduado em Administração Geral, MBA Em Gestão de Negócios, Palestrante e Ministrador de Cursos de Liderança e Colaborador de artigos em sites, revistas e livros relacionados a Administração e Gestão de Carreira.