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Portal Competência

19 de setembro de 2014
Laisa Prust


Conectar-se é preciso

Sua rede de contatos é vital para se manter empregado ou para conseguir um emprego

Conectar-se é preciso

Este mês, li um artigo interessante: “10 dicas de networking para pessoas que odeiam networking”. O texto começa afirmando que, gostando ou não, todo mundo precisa fazer contatos e baseia seu argumento através de pesquisas que mostram como a rede é vital para se manter empregado e ter mais facilidade para conseguir um emprego, caso esteja no mercado de trabalho.

Minha própria experiência mostra o quão isso é verdade. Quanto maior meu networking, menor foi o tempo que permaneci sem trabalho entre um emprego e outro. Comecei a lembrar das estratégias que usei quando percebi que deveria dar uma turbinada na minha rede, pois o processo foi, de certa forma, consciente e intencional.

Não sou do tipo que odeia networking, longe disso, mas também não sou a pessoa que faz múltiplos contatos em eventos nos quais a interação entre os participantes é limitada como palestras, por exemplo. Porém, logo que entendi a importância dos contatos profissionais no desenvolvimento de minha carreira, comecei a aumentar minha rede em diversas situações: conheci pessoas da área em processos seletivos.

Se uma dinâmica de grupo nos colocou na mesma sala, por que não trocar um cartão com a pessoa ao lado? Duas colegas, com quem compartilho importantes informações profissionais hoje, foram minhas concorrentes e eu poderia ter perdido essa oportunidade facilitada pelas empresas que na época precisavam selecionar profissionais.

Ingressei em dois grupos que congregam profissionais do meu ramo de atuação através de reuniões presenciais e, desde então, percebi um grande incremento na qualidade da minha rede de contatos. Uso também os recursos da tecnologia para me manter por dentro das novidades da área, apesar de contribuir menos do que eu gostaria em grupos de discussão online.

Muitos profissionais a quem sugiro potencializar o networking acreditam que para isso é preciso ser popular, mas essa não é uma característica essencial para se ter uma boa rede de contatos profissionais. Conheço pessoas bastante reservadas com ótimo networking. Elas não “chegam chegando”, mas estão sempre lá, são visíveis: escrevem artigos e publicam no seu próprio blog ou outro veículo, comparecem a eventos da área, participam de discussões on-line, entregam cartões de visita, contribuem com a troca de informações entre profissionais.

Esse último item é bastante importante. Pessoas com um networking poderoso geralmente compartilham material, conhecimentos e experiência, enviam vagas a seus contatos que estão em busca de oportunidades, repassam informações e dicas importantes, sentem prazer em ajudar. Nada disso está relacionado a ser popular e extrovertido e sim a ser atuante e generoso. Se, para você, fazer conexões com desconhecidos parece um passo muito difícil para o momento, comece por se reconectar a profissionais que há algum tempo você não vê. Muitas vezes essas relações latentes são fáceis de serem reanimadas, porque já existiram afinidades que os uniram.

Tenha um perfil completo e atualizado no Linkedin e comece a buscar seus contatos antigos. Vale também conectar-se a seus colegas atuais, porque os contatos deles poderão futuramente ser os seus, mas não feche muito o círculo, pois, com eles você já tem um grupo na empresa e a riqueza reside em diversificar. E, finalmente, deixe o medo de lado, busque novos contatos de formas inusitadas. Como sugere o artigo que cito no início, você já fez amigos desde o tempo do jardim de infância, então, já tem as ferramentas, é só “desenferrujar”.



Laisa Prust

É psicóloga e mestre em Psicologia pela UFPR, com especialização em Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos e Gestão Estratégica de Pessoas pela FAE. Atua na área de RH há mais de 15 anos. Em seu currículo consta também experiência como professora em instituições de ensino superior. Atual membro da diretoria de Projetos e Pesquisas da ABRH-PR. Interessa-se por comunicação assertiva e cultura organizacional.