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Portal Competência

31 de março de 2014
William Ramalho


Como você aprende melhor?

Entenda a diferença entre contextos formais e informais de aprendizagem para definir a melhor estratégia de desenvolvimento profissional

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Onde você aprende melhor?

Na sala de aula ou na conversa durante o “cafezinho”?

Em treinamento prático ou durante o trabalho, observando a sua execução por um especialista?

Em curso e-learning ou ao debater um assunto com um grupo de interesse ou de melhoria de processo, ou numa rede social?

Todas essas perguntas podem ser traduzidas numa única: Você aprende melhor de maneira formal ou informal?

Essa tem sido uma abordagem presente nas organizações e sua compreensão é significativa para a definição da melhor estratégia para capacitação e desenvolvimento dos colaboradores.

Em geral, o ideal é que em tempos de diversidade e personalização, a combinação entre aprendizado formal e informal possibilite às organizações gerar alternativas variadas de aprendizagem.

Para decidir sobre a forma mais adequada a cada ocasião, o profissional responsável por desenhar a estratégia de desenvolvimento precisa dominar as características e potencialidades de ambas.

Contextos formais de aprendizado englobam as atividades estruturadas e programadas de treinamento. Possuem características tais como conteúdos modulares; dia e hora preestabelecidos; identificação da fonte do conhecimento; avaliação de conhecimento ao final da atividade; certificação; carga horária mínima exigida; dentre outras que remetem a exemplos como cursos presenciais em sala de aula; cursos e-learning; palestras.

Já os informais reúnem características aleatórias e não estruturadas, ou seja, resultam em conhecimento, mas não há clareza e predefinição sobre o início, o meio e o fim da ação. São exemplos: comunidade de prática; action learning; rede social; aconselhamento; rede de especialistas; repositório de conhecimentos.

É possível agregar intenção ao aprendizado em contextos informais. Essa intenção é determinada por alguém, geralmente a área responsável pelo desenvolvimento profissional (RH, por exemplo), e pode transferir o ambiente do aprendizado do “cafezinho” para uma sala de reuniões ou para uma rede social interna.

Ao inserir a intenção ao aprendizado informal, é importante preservar as características de informalidade, pois do contrário, tornar-se-á um contexto formal.

A diferença pode parecer tênue, mas para esclarecer melhor, em contextos formais dê o caminho para atingir o aprendizado. Em contextos informais, os participantes criam o caminho. Neste caso apenas indique qual é o objetivo esperado e estimule a participação.

Especialistas dizem que os contextos informais de aprendizado representam 70% a 80% do potencial de aprendizagem de uma organização.

Ao conhecer as características destes contextos, a escolha da melhor estratégia precisa observar as variáveis de aplicação, tais como maturidade do público-alvo; perfil de aprendizagem; complexidade do assunto explorado; grau de ineditismo do assunto.

A maturidade do público-alvo indicará que, os mais experientes tendem à predisposição para aprender em ambientes informais. Os menos experientes precisam de conhecimentos fundamentais, mais comuns em contextos formais. O perfil de aprendizagem poderá levar, em geral, as novas gerações aos ambientes informais e as demais aos formais. Assuntos complexos podem esvaziar-se em contextos informais, pois necessitarão de muita fundamentação teórica para não divergir entendimentos. Em contrapartida, assuntos inéditos têm pouca fundamentação e a construção de conceitos em ambientes informais pode ser propícia neste caso. Porém para este último exemplo, é fundamental envolver profissionais experts e capazes de formar massa crítica.

Assim, a análise combinada dos quatro fatores para definir a melhor estratégia é o recomendado.

Explorar contextos formais e informais de aprendizagem no atual cenário de constantes mudanças é de extrema valia para gerar capacidade de inovar e de manter o quadro profissional competente para os objetivos do negócio.

Além disso, profissionais com aptidões diversas estarão mais satisfeitos com a variedade de alternativas para o seu desenvolvimento.

Esteja “antenado”. O aprendizado está em toda a parte. O desafio é potencializá-lo, seja em contextos formais ou informais.



William Ramalho

William Ramalho é Gestor na Sabesp, atualmente responsável pela Universidade Empresarial Sabesp e professor do Senac em cursos de pós-graduação em Gestão de Pessoas e Gestão do Conhecimento. Possui 22 anos de vivência na área de RH com experiência em projetos de Capacitação e Desenvolvimento; Gestão do Conhecimento; Educação a Distância e Tecnologias Interativas para Desenvolvimento de Pessoas; Sucessão e Carreira; Avaliação de Competências e Desempenho; Redes Sociais; Gestão de Portais; Recrutamento e Seleção; Informações e Indicadores; Qualidade de Vida; Responsabilidade Social, dentre outros. Possui MBA em Gestão Empresarial, Pós-Graduação em Recursos Humanos, Especialização em Gestão do Conhecimento e Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados. Realizou ainda curso de extensão em Metodologia para Ensino Superior e Tutoria em E-Learning. Foi considerado Top Five na categoria Jovem Talento em RH (Prêmio Top of Mind/2010). Ministra cursos e disciplinas presenciais e à distância desde 2009, além de ser palestrante e consultor em Gestão de Pessoas e de Negócios.