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Portal Competência

17 de junho de 2014
Recursos Humanos


Como ser um RH Business Partner

Orientações práticas para implantar um modelo de Gestão de Pessoas mais estratégico

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Muito se fala hoje em potencializar a relevância do RH dentro das empresas. Os profissionais que atuam nesta área por certo têm escutado com frequência sobre a importância de contribuírem efetivamente com os negócios da organização. Mas como, de forma prática, caminhar rumo a uma gestão de pessoas mais estratégica?

Visando auxiliar no esclarecimento da questão acima, a Câmara Americana de Comércio (Amcham) promoveu, no dia 11 de junho, um Encontro de Gestão de Pessoas focado em Business Partner. Na ocasião, discorreram sobre o tema o diretor de RH da Ferrero do Brasil, Giovanni Sgavicchia e a gerente de RH da Ferrero, Danielle Beltrão.

Abaixo, Danielle, que também é Mestre em Gestão Humana e Social nas Organizações, expõe algumas orientações práticas para os leitores do Portal Competência. Ela fala sobre como fazer com que o RH se torne um verdadeiro parceiro de negócios. Confira:

Proximidade

Nada de se isolar. Um dos grandes empecilhos rumo a um RH Business Partner é a acomodação do departamento de Gestão de Pessoas. Segundo Danielle Beltrão, é necessário que haja um esforço da pessoa de recursos humanos para se aproximar da diretoria e das demais áreas de decisão da empresa.

“É verdade que, por vezes, a própria diretoria não dá muita abertura para esta proximidade, mas de nada adianta ao gestor de pessoas apenas fazer papel de vítima. É preciso mostrar interesse e negociar autorização para participar de reuniões de negócios importantes”, destaca a gerente de RH da Ferrero.

Atração e Retenção

Atrair e reter profissionais que se alinhem à cultura e aos objetivos da empresa também é um passo importante para uma atuação estratégica do RH. Não basta selecionar pela capacitação técnica, é fundamental ampliar horizontes nos processos de recrutamento e garimpar executivos que contribuam com a circulação de conhecimento dentro da organização.

Danielle Beltrão enfatiza: “a rotatividade ocasiona uma ruptura extremamente negativa para a empresa. Processos de atração e retenção bem pensados contribuem muito com uma ação estratégica, ajudam a alavancar os negócios”.

Participação

A sua empresa é uma fábrica? Esteja presente na linha de produção. É da área comercial? Faça visitas com representantes de vendas. O clichê funciona bem aqui: “não basta ser RH, é preciso participar”.

Para Beltrão, conhecer bem o negócio, em todas as suas esferas, dá credibilidade ao gestor de pessoas perante os seus stakeholders e é um passo importante em busca do modelo Business Partner.

Compreensão

Ser capaz de ouvir é outro requisito fundamental para um RH capaz de interferir de maneira positiva nos negócios. “Não estou falando de estar aberto a receber desabafos e dar conselhos. Refiro-me à capacidade de se colocar no lugar do outro”, explica a gerente da Ferrero.

Em companhias de grande porte, o RH deve ouvir os gestores de área, que estão próximos dos demais profissionais. Já em organizações menores, é possível dar espaço aos próprios colaboradores para que apresentem suas visões sobre a empresa.



Redação, Portal Competência