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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Laisa Prust


A que o brasileiro associa sua felicidade

A palavra Akatu vem do tupi e tem dois significados: semente boa e mundo melhor

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O Instituto Akatu (www.akatu.org.br) é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente. A palavra Akatu vem do tupi e tem dois significados: semente boa e mundo melhor. Periodicamente a instituição realiza uma pesquisa sobre felicidade e desejos dos brasileiros. O objetivo é conhecer a percepção dos participantes em relação ao seu consumo, à sustentabilidade e à responsabilidade social das empresas. Dados parciais foram divulgados em abril e em maio de 2013 o relatório completo da pesquisa será disponibilizado

No final de 2012, 800 brasileiros de todas as regiões do país responderam a pergunta: “para você, o que é felicidade?”. O resultado demonstra que os entrevistados, independentemente de fatores como classe social ou faixa etária, associam sua felicidade mais ao bem-estar físico e emocional e à convivência social do que aos aspectos financeiros e à posse de bens.

Quando questionados sobre o que consideram ser felicidade, dois terços dos entrevistados indicaram que estar saudável e/ou ter sua família saudável é um fator muito importante. Conviver bem com a família e os amigos está ligado à felicidade para 60% dos respondentes. Apenas três em cada dez brasileiros mencionaram a questão financeira em suas respostas. Conclui-se que para a população consultada, a felicidade está mais relacionada ao bem-estar, isto é, ter recursos materiais suficientes e tempo para desfrutar a vida em companhia dos amigos e familiares, e em menor grau a aumentar o consumo.

Embora o instituto priorize sua ótica de análise no potencial de adesão ao consumo consciente expressa nos desejos dos consumidores, podemos olhar os dados focando no desequilíbrio entre o que a sociedade quer e o que alguns ambientes organizacionais oferecem. Reter colaboradores hoje pode significar atender a essa demanda da sociedade e premiar desempenho excepcional e realizações de destaque menos com bens tangíveis e mais através da possibilidade de aumentar o convício com a família e amigos.

Em seu livro, “1001 maneiras de premiar seus colaboradores”, Bob Nelson afirma que o reconhecimento em forma de folgas e horários flexíveis é valorizado em todo o mundo por quem trabalha. Uma significativa parcela dos profissionais de hoje não espera ter que sacrificar a vida pessoal por causa dos compromissos profissionais, embora o faça para manter o seu emprego.

Empregadores que acompanham as tendências do mundo do trabalho monitoram as mudanças de percepção e valores e tentam atender os anseios dos colaboradores procurando premiar o bom desempenho com dias de folga, ajustar o horário de trabalho em função do trânsito, possibilitar que o trabalho seja realizado em casa parte do tempo, permitir que o colaborador se ausente para assuntos particulares ou prolongue um feriado compensando posteriormente as horas de ausência.Com essas medidas, ganham os dois lados: a empresa se torna mais competitiva e seu pessoal mais comprometido.



Laisa Prust

É psicóloga e mestre em Psicologia pela UFPR, com especialização em Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos e Gestão Estratégica de Pessoas pela FAE. Atua na área de RH há mais de 15 anos. Em seu currículo consta também experiência como professora em instituições de ensino superior. Atual membro da diretoria de Projetos e Pesquisas da ABRH-PR. Interessa-se por comunicação assertiva e cultura organizacional.