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Portal Competência

15 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Bancando a capacitação

Quando vale a pena contratar um profissional sem experiência?

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Recente pesquisa da Fundação Dom Cabral revelou que 54% das companhias brasileiras têm diminuído seus critérios para admissão de pessoal na área técnica e operacional. As exigências para cargos estratégicos também caíram: 28%. Muitas dessas empresas têm preferido contratar profissionais sem experiência e investir na sua capacitação. Saiba por que e quais são as vantagens e desvantagens dessa medida.

A rede americana de fast and fresh food Quiznos Sub® prevê o funcionamento de 600 restaurantes da sua marca no Brasil até 2018. Para encontrar mão de obra que atenda a demanda dessa quantidade de lojas, a rede vê como positiva a contratação de colaboradores sem experiência.

“Os serviços e produtos da Quiznos apresentam alta exigência de padronização. Sendo assim, para nós é interessante contratar pessoal sem experiência e sem vícios vindos de outras empresas do ramo, pois podemos capacitá-los de acordo com as nossas necessidades”, explica Valdeir Antonio Pereira Júnior, coordenador de treinamento da franqueada máster da marca Quiznos na Região Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul.

Combater a escassez de mão de obra e formar profissionais que se adaptem facilmente à cultura da empresa são as vantagens da contratação de candidatos inexperientes – de acordo com o diretor da RH LEG Gestão Empresarial, Edmar Gualberto. Mas nem tudo é um mar de rosas: “é complicado selecionar esse tipo de profissional, pois é mais difícil avaliar o seu potencial para o cargo, não há referências anteriores para tanto”, explica Gualberto.

Outro risco desse tipo de contratação ocorre quando a empresa investe tempo e custo de treinamento no profissional e, em seguida, perde o colaborador já capacitado para uma outra organização do ramo. Esse prejuízo foi identificado pela Quiznos: “para evitar situações assim, nós investimos em ações motivacionais, como plano de carreira, bônus e outros benefícios”, explica Valdeir.



Redação, Portal Competência