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22 de agosto de 2014
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Atrair a melhor energia

O sucesso comercial e financeiro não é uma dádiva

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O binômio que deve ser o objeto de desejo dos dirigentes de empresa é: investidores confiantes e executivos competentes, seguros e bem estimulados. A convivência equilibrada entre essas duas alas é digna de todos os esforços. O sucesso comercial e financeiro não é uma dádiva. Frequentemente, ele vem como decorrência de a empresa ser boa empregadora, propiciar ambiente de trabalho estimulante e gerar oportunidades de desenvolvimento, desde a diretoria executiva até os níveis básicos da hierarquia.

As 100 melhores empresas do Brasil tratam justamente dessa elite que se destaca pela qualidade no que faz. Apresenta diferenciais como: oferta de programas de capacitação e treinamento; busca de padrões de remuneração que satisfaçam e criem sentimento de justiça; constante abertura de caminhos para o crescimento pessoal de seus colaboradores.

Mas o parque empresarial brasileiro é vasto, muito diversificado e com padrões que oscilam de práticas admiráveis, como as mencionadas acima, ao extremo de práticas que incomodam por sua timidez e mesmo disfuncionalidade. É o que a Arquitetura Humana tem constatado num amplo levantamento qualitativo que conduz há alguns anos e revela – a par das virtudes — muitas lacunas no clima organizacional. Essa deficiência pode, sem dúvida, ser apontada como a grande causa da elevada desmotivação que ainda pode ser encontrada. O efeito direto e imediato é a redução da produtividade, o que, numa amplificação, até explica as dificuldades que o Brasil apresenta para melhorar seu desempenho econômico e se fixar em patamar de crescimento satisfatório para o conjunto da sociedade.

Com base nessas constatações, é possível mostrar pelo menos cinco pontos que merecem atenção e projetos de melhoria, a saber:

1 – Foco em pessoas – É fundamental para o sucesso. De nada adianta lançar planos agressivos e estratégias mirabolantes, para ganhar mercado, se antes a gestão do fator humano não tiver sido bem encaminhada. Gerenciar pessoas deve merecer pelo menos 80% do tempo de um executivo.

2 – Zelar mais pelo clima interno – As pessoas adoram trabalhar em ambientes que, ao mesmo tempo, lhes sejam estimulantes e não corrosivos, e gerem oportunidades de desenvolvimento e crescimento. Competição pode existir, mas deve ser leal e saudável.

3 – Constante monitoração do nível de satisfação – Ouvir opiniões, considerá-las e tomar decisões que criem nas pessoas a ideia de que são respeitadas aumenta muito a confiança dos colaboradores, favorece a retenção de talentos e o engajamento na luta pelo cumprimento das metas qualitativas e quantitativas.

4 – Acompanhar com cuidado os recém-contratados – As pessoas admitidas devem ser assessoradas fortemente em seus primeiros passos na empresa. Favorecer a integração ampla desse contingente é um dever dos executivos, não apenas do RH. Os novos precisam, rapidamente, se familiarizar com a cultura e os valores.

5 – Apostar no desenvolvimento dos líderes – Faz bem às pessoas perceber que são chefiadas por indivíduos com genuína capacidade de liderança que, mesmo tendo chegado ao topo, seguem aprendendo e buscando seu autodesenvolvimento.

A observação dos cinco pontos acima e o uso adequado de ferramentas modernas de previsão do comportamento permitem alocar as pessoas certas às funções certas. No mais das vezes, esse será um convite irresistível para que todos contribuam com o melhor de sua energia. A melhoria da produtividade e a decorrente melhoria da rentabilidade serão efeitos quase automáticos e muito bem-vindos.

 

Texto por Elmano Nigri – Presidente da Arquitetura Humana

Formado em Direito, com especializações em Administração de Empresas (La Salle Extension University – EUA) e gerenciamento automotivo (University of Automobile Management – EUA), Elmano Moisés Nigri é Presidente da Arquitetura Humana, empresa especializada em Gerenciamento Estratégico Humano, fundada em 1990 e o representante do sistema Predictive Index de Gerenciamento para o Brasil. Com grande experiência em vários setores da economia, entre os quais automotivo, varejo e logístico, Elmano iniciou carreira na Ford Motor do Brasil e integrou a diretoria de diversas entidades de classe.



Redação, Portal Competência