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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Eduardo Shinyashiki


Atitude: o “colírio” certo para a miopia existencial

A questão-chave para transpor essa barreira é a atitude que se toma frente à vida e à carreira

O-estresse-tambem-pode-ser-bom

Alguma vez já se pegou pensando em pessoas que têm certa dificuldade, às vezes bem sutil, de visualizar a vida em sua plenitude? Tomando emprestado um termo usado pela medicina, podemos classificar esses indivíduos como míopes existenciais: metaforicamente, uma forma de comportamento baseada em características como reclamações constantes e uma terrível falta de engajamento em iniciativas de médio e longo prazo. Assim como quem não consegue enxergar com nitidez o que está fora do seu campo visual, quem sofre da miopia existencial está privado de perceber oportunidades de crescimento e superação.

Hoje, é muito comum ver essa forma de agir no mercado de trabalho. Caso contrário, expressões como “estou muito cansado para isso” ou “nunca tenho tempo para aquilo” não seriam cada vez mais comuns. De forma simples, pequenas trapaças mentais como essas têm o papel de disfarçar a falta de ação frente ao que de fato gera a insatisfação. Seja o salário, as metas, o ambiente organizacional, não importa: sempre é possível promover transformações quando nossos atos estão alinhados ao planejamento estratégico.

“Estou preso no cotidiano”

Essa talvez seja uma das justificativas mais comuns de quem sofre da miopia existencial. A questão-chave para transpor essa barreira é a atitude que se toma frente à vida e à carreira. Em grande parte dos casos, podemos observar que as pessoas operam pelos conceitos do “devo” e do “tenho que”. Veja dois exemplos clássicos: “não gosto do meu trabalho, mas devo continuar para…” e “tenho que ficar na minha área de atuação…”.

A dica, neste caso, é fugir dessa mesmice e praticar seu olhar global, refletindo sobre a sua realidade e o que precisa ser feito para que ela mude de acordo com seus desejos. Quem não cria um plano de ações tem mais dificuldades para guiar sua carreira, uma vez que irá tomar suas decisões de forma improvisada e nem sempre alinhadas ao objetivo principal. Questione-se: se nada ou ninguém pudesse impedir de fazer o que realmente deseja, qual seria o cenário atual da sua vida, nos campos pessoal e profissional?

É importante sempre ter como referência o lugar onde queremos chegar, tirando o foco das complicações do cotidiano, especialmente em momento delicados de nossas carreiras. Afinal de contas, quem quer alcançar uma promoção na empresa, por exemplo, não pode passar meses se lamentando de atividades que detesta fazer. Ao invés disso, nossa energia deve ser canalizada no desenvolvimento das habilidades que nos tornarão aptos para ocupar o novo cargo. Quem trabalha dessa forma acaba, naturalmente, chamando a atenção dos colegas de equipe e dos seus superiores, pois transmite a mensagem positiva de ter força de vontade e muita dedicação.

Lembre-se de que sempre há pontos fortes e fracos em um cenário profissional, cabendo a você escolher em qual deles depositará sua atenção. Esse poder representa uma grande responsabilidade, pois, de fato, dá a liberdade necessária para se conduzir a jornada. Tire seus óculos da caixa e pare de enxergar apenas o que está ao seu redor, criando uma visão de futuro forte e baseada em atitudes concretas. Há muito mais oportunidades do que estamos percebendo em nosso cotidiano, o que exige um esforço contínuo de mirar o horizonte com curiosidade e paixão.



Eduardo Shinyashiki

É palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver, A Vida é Um Milagre e Transforme seus Sonhos em Vida - Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.