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Portal Competência

14 de fevereiro de 2014
Silvia OSSO


Aparência e imagem pessoal importam?

Sim, importam muito!

Aparencia e imagem pessoal importam

Outro dia, lendo parte de uma pesquisa americana publicada na revista Newsweek que comentava o quanto a aparência e a imagem influenciam e interferem na seleção, promoção e carreira, tive a ideia de escrever este artigo. Pode parecer um tanto repetitivo, mas esse assunto é inesgotável porque, se por um lado a sociedade tem evoluído em passos rápidos; por outro, as empresas continuam formais e clássicas em seus padrões e princípios relacionais e de imagem para com o público e clientes.

Em meus cursos, sempre lembro que vivemos na época do Instragam – uma rede social cujo princípio é o compartilhamento de imagens. Somos hoje uma sociedade que vive de imagens muito mais do que de mensagens escritas.

As pessoas que não têm a oportunidade de se expressar verbalmente num primeiro momento são sim observadas pela aparência.

A pesquisa da Newsweek diz que “dos cerca de 1.150 entrevistados, entre vice-presidente, gestores de RH, recrutadores e funcionários, 57% acreditam que um candidato qualificado, porém menos atraente, enfrenta mais dificuldade para ser contratado do que um com boa aparência. E 68% acreditam que a imagem continuará interferindo nas avaliações de desempenho anuais”.

As empresas brasileiras ou as multinacionais no Brasil camuflam essa informação ou dizem que não dão importância à imagem pessoal, mas não é tão verdade assim. Tenho observado que até admitem profissionais com várias formas de vestuário, características físicas, crenças e até tatuagem ou piercing. Mas, se o profissional tiver que representar sua empresa, por causa do trabalho que executa e participar de uma reunião com clientes, é orientado a apresentar-se usando terno ou orientações do Dress code. Se, por exemplo, um homem tiver cabelo comprido tem que prender para ficar mais arrumado ou esconder a tatuagem sob uma manga de camisa para a ocasião. Os profissionais representam a empresa para os clientes, por isso “precisam” entender qual é a leitura do ambiente em que estão ou que irão representar no mercado.

Há setores bem conservadores como o jurídico, financeiro e de saúde em relação à vestimenta e tatuagens, diferentemente do setor de tecnologia, moda ou publicidade. Mesmo assim conheço áreas de tecnologia que têm códigos rígidos quando se trata de relações com clientes e imagem profissional.

A aparência não substitui a competência, mas a competência pode se beneficiar da boa aparência. Nas áreas relacionais, como aviação e hotelaria, são exigidos muitos requisitos de aparência e imagem como uso de uniforme impecável, crachá, higiene pessoal, pois representam uma boa parte da percepção que a empresa quer que o cliente tenha do serviço. Há padrões que definem cuidados com o cabelo, barba, maquiagem; da imagem como um todo.

Oriento em caso de entrevistas de emprego que, antes de se vestir, o profissional precisa entender em qual contexto será entrevistado. Se for um ambiente formal, alguém com roupas extravagantes, muita tatuagem pode ser visto com estranheza. Da mesma forma, se em um ambiente informal alguém estivesse de terno e gravata.

A maioria das empresas, mesmo que não expressamente declarada, fornecem em suas integrações de novos funcionários orientação de vestimenta e aparência.

Volto a repetir: nas sociedades mundiais a aparência sempre contou. Ela remete a status social, posição e conta muito tanto na vida pessoal quanto na profissional. Sugiro sempre que se dê preferência ao modo clássico do coletivo, que chame menos atenção para o lado individual. Quando o profissional se caracteriza muito diferente, com cabelo colorido ou roupa personalizada, ele passa uma posição muito individualista que geralmente não combina com o foco no coletivo que as empresas preferem divulgar.

Acho que a aparência influencia no relacionamento externo e interno, na forma como as pessoas se apresentam umas às outras e em como são avaliadas desde o ingresso à empresa até as suas oportunidades de promoção. Apesar de existirem nas empresas ferramentas de avaliação de desempenho, todas as avaliações têm uma análise que não é tangível e nem considerada através da métrica. Digo então que o não tangível passa pela questão de como uma pessoa reconhece a outra, e é aí onde entra a imagem pessoal profissional e a aparência. Pense nisso!



Silvia OSSO

É palestrante e consultora de empresas. Jornalista , especialista em varejo,é autora dos livros Atender bem dá lucro ; Programa Prático de Marketing para Farmácias; Administração de Recursos Humanos e do DVD Etiqueta Empresarial.Contato via e-mail: siosso@uol.com.br . Para adquirir meus livros : www.lojacontento.com.br