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Portal Competência

25 de abril de 2014
Educação Corporativa


À procura de um educador corporativo?

Orientações para recrutar um profissional de fora ou formar um colaborador da empresa

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O gestor de educação corporativa é um cargo relativamente recente no meio empresarial. Diante disso, quando o setor de recursos humanos precisa selecionar um profissional para ocupar essa função, é possível que se depare com alguns desafios. As dificuldades vão desde encontrar candidatos com experiência nesta área até definir com precisão quais competências técnicas e habilidades comportamentais são importantes. O consultor Evaldo Bazeggio, coautor do livro “Educador Corporativo: o facilitador do conhecimento organizacional”, concede algumas dicas sobre o assunto.

Segundo Bazeggio, entre as competências técnicas relevantes a um profissional que exercerá a função de educador corporativo, estão a aquisição de conhecimentos em: comportamento humano, metodologias de aprendizagem para adultos e gestão para resultados. “As áreas de Psicologia, Pedagogia e Administração têm sido as maiores provedoras de gestores de educação corporativa. O que não impede de encontrarmos profissionais de outros segmentos com experiência vasta em T&D e, por isso, também candidatos válidos à função”, coloca Evaldo.

Sobre as habilidades comportamentais que o cargo exigirá deste gestor, Bazeggio destaca a flexibilidade, a resiliência, a automotivação e a capacidade de lidar com frustrações. “Em processos educacionais é preciso ser paciente. Uma pessoa intolerante, que bate de frente com os outros por qualquer motivo e não sabe receber críticas ou sugestões, dificilmente se adaptará à função”, declara o consultor, que acrescenta: “por outro lado, a capacidade de fazer uma leitura ampla de grupos humanos para compreender como lidar com eles, é muito bem-vinda”.

Quando encontrar um profissional com este perfil no mercado se torna difícil, uma possibilidade é garimpar um colaborador de dentro da empresa para ocupar o cargo. “Essas pessoas têm a vantagem de já conhecerem a cultura organizacional. Porém, deve-se tomar cuidado, pois também já podem estar viciadas a alguns tradicionalismos improdutivos da empresa”, explica o autor.

Fazer uma análise interna do ambiente ou abrir inscrições para levantar os interessados na vaga são alguns caminhos para iniciar um processo de recolocação como este. Profissionais que já trabalham com gestão de pessoas dentro da organização ou até executivos que tenham Mestrado em alguma área ou lecionem em alguma instituição, podem se tornar boas opções, aconselha Evaldo.



Redação, Portal Competência