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Posts publicados em junho, 2014

A assertividade é uma conquista

30 de junho de 2014

Autor: Laisa Prust em Portal

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No mês que passou, participei de um workshop com uma das maiores referências no Brasil sobre o tema da Assertividade: Vera Martins, autora do livro Seja Assertivo!

O termo assertividade vem da palavra asserção, que significa afirmação. Assertiva é a pessoa que expressa de forma sincera e honesta seus pensamentos e sentimentos, mas sempre levando em consideração o bem-estar do outro. Certamente você conhece pessoas que falam com naturalidade o que pensam, porém, de maneira educada e com palavras e gestos expressando a mesma mensagem. Deixando claras as suas verdadeiras opiniões e preferências, elas fazem com que seus ouvintes as conheçam bem e, por esta razão, saibam como lidar com elas na maioria das situações. Essa previsibilidade cria um clima de segurança psicológica bastante saudável no mundo do trabalho.

É também comum conhecermos pessoas que, por outro lado, ao afirmar suas necessidades, falam num tom de voz alto e arrogante, sem medir as palavras e buscando intimidar o interlocutor. São pessoas cuja característica mais frequente em momento de crise é a agressividade. Elas estão sempre prontas para a luta e ora se sentem orgulhosas por ter ganhado a batalha, ora se sentem culpadas e arrependidas pela devastação que causam por onde passam.

Do lado oposto, encontram-se as pessoas cujo estilo de comunicação é marcado pela passividade, isto é, uma dificuldade de exprimir seu pensamento, que se traduz na hesitação de sua voz e na postura constrangida.  São os “engolidores de sapo”, que com medo das perdas que a vida pode proporcionar, abdicam de se impor. Essas pessoas podem se tornar amargas e ressentidas porque cultivam uma raiva contida, ora se responsabilizando pelo fracasso, ora colocando a culpa nos outros.

Há também o tipo passivo-agressivo, o qual agride através do comentário depreciativo, da ironia, do sarcasmo, do humor cáustico, dos olhares sarcásticos, da chantagem emocional, de mensagens indiretas que o colocam numa posição relativamente protegida de forma a agredir sem correr riscos. Ao ser confrontado, normalmente afirma não ter feito nada ou, pelo menos, nada intencionalmente, ganhando o benefício da dúvida. Sua característica mais marcante é o cinismo. Atrás da postura de inocente, manipula as pessoas para atingir seu objetivo sem ter que se expor.

O workshop da Vera focava no clima saudável e construtivo que um líder pode construir através de seus comportamentos assertivos e, por outro lado, nas consequências sofridas pela equipe, quando o líder não possui essa competência. Há muitos fatores que influenciam a maneira como agimos: nossa herança genética, personalidade, educação recebida consoante ao padrão cultural, história de aprendizagem, nosso ambiente atual, entre outros.

Realmente não é fácil ter um comportamento predominantemente assertivo quando nossa educação e cultura nos impeliram para “nunca levar desaforo para casa” ou “não falar a verdade para não magoar as pessoas”.  A autora defende que assertividade é uma filosofia de vida, pois implica uma postura na qual os seus direitos e os direitos dos outros são igualmente respeitados e, para que isso ocorra, muitas vezes, é preciso que desafiemos crenças tão fortemente solidificadas pela cultura. É um repensar de valores.

Para colocar em prática a assertividade, Vera sugere que comecemos a exercitá-la em ambientes de pouco risco. Por exemplo, iniciar dizendo não a um vendedor insistente sem dar a usual desculpa que está sem dinheiro. Aos poucos passar então para situações mais complexas. Para algumas ocasiões, será necessário um bocado de preparação, afinal situações como a demissão de um colaborador ou um feedback sobre um assunto delicado são desafios para quem normalmente não controla suas palavras ou para os que temem a reação do outro. Finalizando, o que quero deixar a você leitor é a afirmação de que atitudes assertivas podem ser desenvolvidas. Uma grande parcela de esforço é requerida, talvez uma ajuda profissional seja necessária, mas as recompensas certamente virão!

O test drive da aposentadoria

30 de junho de 2014

Autor: Samuel Marques em Portal

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Todo mundo gosta de test drive. Passar em uma concessionária e dirigir o último lançamento da montadora é sempre uma emoção. Para o cliente, é uma maneira de avaliar o produto. Para a concessionária, uma forma de deixar o gostinho de quero mais na mente do futuro proprietário do veículo.

Os supermercados também adotam esta metodologia de marketing. Quando uma promotora oferece a degustação do produto dentro da loja, você está fazendo um test drive. Ao experimentar o novo sabor da maionese, você pode colocar um frasco no carrinho influenciado pela experiência da degustação.

Agora quero apresentar a você uma novidade: o test drive da aposentadoria.

Como você já sabe, a previdência social possui um teto de benefícios. Sendo assim, no momento da sua aposentadoria, o INSS pagará a você como renda (ou benefício) de aposentadoria, um valor igual ou MENOR do que R$ 4.159,00*.

Para quem tem um salário menor do que este teto, existe a possibilidade de receber como benefício de aposentadoria o mesmo valor que recebia na ativa. Para isto, é preciso suprir os critérios de tempo, valor das contribuições e idade.

Mas os contribuintes cujo salário é maior do que o teto – ou seja, aquelas que ganham MAIS do que R$ 4.390,24 – não poderão receber um benefício equivalente à renda da ativa, mesmo que tenham preenchido os outros critérios.

Quando encontro pessoas nesta situação nos atendimentos de preparo para aposentadoria, eu costumo recomendar o test drive da aposentadoria, que consiste no seguinte: passar um ou dois meses tentando equilibrar todas as contas dentro do valor estimado de benefício.

Imagine por exemplo alguém que tem uma renda mensal de oito mil reais. O que geralmente acontece com esta família é que as despesas são projetadas para consumir toda a renda. A casa, o carro, a faculdade dos filhos, as compras no supermercado, tudo é pensado dentro do padrão de renda com o qual eles contam no mês a mês.

E como será a vida com a metade desta renda? Como diminuir de 8 mil para 4 mil os gastos da família?

É justamente aí que entra o test drive. Percebendo a diferença com antecedência, esta família poderá fazer diversas adaptações como estas que relaciono a seguir:

  1. Propor maior independência financeira aos filhos adultos;
  2. Redução das despesas não essenciais;
  3. Buscar por fontes de renda alternativa, como por exemplo, um imóvel alugado ou um plano de previdência complementar.

Ao fazer o test drive, esta família pode concluir que precisa tomar algumas destas atitudes para que o padrão de vida adotado não sofra um corte dramático no momento da aposentadoria. O tema Previdência é, em sua essência, um conjunto de atitudes para chegar melhor preparado neste momento.

Vamos pensar assim: todos sonham em comprar um carro zero quilômetro, mas aqueles que levam esta decisão a sério vão até a concessionária fazer o test drive.

Do mesmo modo, todos sonham com o momento da aposentaria e aqueles que entendem a importância do assunto farão o test drive da aposentadoria.

Que tal fazer o seu?

Balaroti

30 de junho de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Clientes

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Com 38 anos de história, o Balaroti se consolidou no mercado de materiais de construção pela inovação e constante busca por novos caminhos no ramo. Suas 23 unidades estão localizadas em Curitiba e Região Metropolitana, Ponta Grossa, Florianópolis, Balneário Camboriú, São José, Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville e oferecem aos consumidores um portfólio de mais de 52 mil itens. Com o objetivo de atender a demanda de crescimento de sua rede e capacitar o maior número de profissionais em um curto espaço de tempo, a Balaroti passou a disponibilizar a solução DtcomWeb aos seus 2.261 colaboradores.

Prefeitura de Quatro Barras

30 de junho de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Clientes

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O município de Quatro Barras apresenta um dos maiores índices de qualidade de vida da Região Metropolitana de Curitiba. Os investimentos constantes nas áreas de educação, saúde e infraestrutura colocaram o município, em 2013, no primeiro lugar do ranking Índice de Bem-Estar Humano (IBEU). Recentemente, Quatro Barras avançou mais um passo no caminho que leva ao desenvolvimento. Uma parceria entre a Prefeitura e a Dtcom resultou no oferecimento de cursos de capacitação e treinamentos aos profissionais da área educacional, por meio do sistema DtcomWeb. O projeto foi desenvolvido especialmente para atender os servidores que desejam aprofundar o conhecimento em suas áreas de atuação.

Programação Julho

26 de junho de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Programação Dtcom

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Faça Ginástica Laboral no Inverno

26 de junho de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Portal, Saúde e Segurança no Trabalho

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No inverno, as pessoas ingerem mais comidas gordurosas, como massas e doces, deixando as frutas, verduras e legumes de lado – o que causa sérios danos à saúde. Em paralelo, nesta estação, a sensação de frio faz com que a tensão dos músculos aumente e a possibilidade de inflamações, lesões e desenvolvimento de doenças ocupacionais aumenta. Que tal prevenir todos estes problemas promovendo a Ginástica Laboral na sua empresa? Saiba como.

Alan Johnny Jacob é educador físico, especialista em Ginástica Laboral e coordenador da Elaborium Assessoria Esportiva e Empresarial. Ele confirma que, tanto para trabalhadores da indústria quanto para profissionais de escritório, as baixas temperaturas diminuem a circulação sanguínea, ocasionando problemas graves de saúde a médio e longo prazo.

Para evitar tais problemas, o educador aconselha que três vezes ao dia – no início, no meio e no final do expediente – os colaboradores façam uma pausa de 10 a 15 minutos em seus afazeres para realizarem atividades de aquecimento e alongamento.

“Deve-se iniciar com exercícios de aquecimento, ações mais dinâmicas, como: girar ombros, pescoço, punhos e braços e abrir e fechar as mãos. Após estas séries é que se colocam em prática os exercícios de alongamento”, explica Alan Jacob.

Tais exercícios podem ser realizados por iniciativa do próprio colaborador, mas em alguns casos, a presença de um educador físico ou fisioterapeuta é fundamental. Quem aconselha é o médico do trabalho Leslie Marc D’Haese, da Clínica do Trabalho.

“Em casos de trabalhos que têm atividades repetitivas ou de risco, é aconselhável a consultoria de um especialista sobre questões de ergonomia, exercícios específicos e sobre a necessidade de rodízio de funções para que o trabalhador não realize as mesmas ações por muito tempo”, indica o médico.

Abaixo, o Portal Competência divulga alguns exercícios de alongamento para serem aplicados aos profissionais da sua empresa. A ilustração foi extraída do livro “Alongue-se no Trabalho”, de autoria de Bob Anderson e publicação pela Summus Editorial.

 

Livro Alongue-se no Trabalho - Bob And.

Retenção do conhecimento

26 de junho de 2014

Autor: William Ramalho em Portal

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Já explorei em artigos anteriores o fato de que o aprendizado organizacional e profissional é um processo que não ocorre mais apenas por meios formais de desenvolvimento. Ele ocorre também em contextos informais no dia a dia e no ambiente de trabalho.

O aprendizado informal explora essencialmente o conhecimento tácito, ou como a expressão diz, “o conhecimento que está nas cabeças das pessoas”.

Em termos técnicos é o conhecimento que ainda não está explícito, ou registrado, para que possa ser recuperado e compartilhado.

A preocupação com a retenção do conhecimento nas organizações ganhou espaço com a percepção de que o profissional, ao sair da empresa, leva consigo uma bagagem de experiências e conhecimentos específicos fundamentais para o negócio e que somente são adquiridos com o desempenho do trabalho.

Isso levou as organizações a desenvolverem ações para captarem esse conhecimento às vésperas da saída do profissional da empresa.

Dois equívocos: a reatividade em perceber a importância do conhecimento apenas quando está prestes a perdê-lo e a abordagem pessoal para reter o conhecimento.

A primeira correção é possível com proatividade. Promover iniciativas para retenção do conhecimento essencial ao negócio durante todo o processo de trabalho.

A segunda consiste em escolher a melhor abordagem ao profissional detentor do conhecimento.

A abordagem envolve momento, forma, ambiente, estímulo, incentivo, significado.

As ações para retenção do conhecimento precisam estar inseridas no processo de trabalho, de maneira que não sejam necessariamente percebidas pelos colaboradores. Essa estratégia muda o foco do profissional, para o processo, de modo que qualquer profissional, do recém contratado ao mais antigo, pode ser alvo da retenção do conhecimento.

Mas é possível que seja necessário reter conhecimento de um profissional especificamente. Neste caso uma boa estratégia para convencimento e envolvimento deverá ser elaborada.

Ou seja, a abordagem ideal contemplará ações de incentivo e reconhecimento pela colaboração com o conhecimento organizacional.

Essas ações de incentivo podem variar entre recompensas, benefícios flexíveis, experiências de vida, reconhecimentos informais, status e satisfação pessoal.

A satisfação pessoal é possível ao inserir o profissional em práticas de gestão que explorem o seu conhecimento e que permitam ao colaborador deixar um legado e criar notoriedade. São exemplos: participação em programas de Mentoria e Tutoria; atuação como instrutor interno; fornecimento de conteúdo para cursos e-learning; participação em Comunidades de Práticas; composição em grupos de melhoria de processos; redação de blogs pessoais.

Na atualidade, um fator que intensifica a necessidade da retenção de conhecimento é a alta rotatividade no mercado de trabalho.

A evasão do conhecimento ocorre não só no final da carreira dos profissionais da organização, mas a qualquer momento em que o profissional optar por outra proposta de trabalho. E muitas vezes na concorrência.

Este novo cenário de trabalho torna necessário promover a retenção dos talentos como artifício para manter o conhecimento instalado na organização. E neste caso o buraco é mais embaixo. Práticas de gestão de pessoas e carreira são essenciais.

Numa sociedade onde o conhecimento é fator de competitividade, estruturar programas para retenção do conhecimento é uma excelente estratégia para gerar valor ao negócio.

Não é uma tarefa fácil, mas se bem concebido, pode tornar-se um dos principais programas para o desenvolvimento profissional e organizacional.

Saber como abordar poderá ser o diferencial de sucesso.

Sem relacionamento, sem clientes

25 de junho de 2014

Autor: Paulo Gerhardt em Portal

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Qual o principal ativo das empresas? De quem é a responsabilidade de prestar um atendimento de excelência para fidelizar o cliente? Como manter relacionamentos saudáveis e duradouros com os clientes? Qual a importância de ter uma cultura de relacionamento na empresa?

Recentemente, uma empresa contratou-me para apresentar uma palestra para todos seus funcionários, e o objetivo era passar a importância do CRM (Costumer Relationship Managment). Para que um sistema deste tipo funcione, é necessário que todos estejam cientes que registrar tudo sobre os clientes é fundamental para o seu atendimento; e também para todos aqueles que lidam diretamente com eles. Há, no entanto, uma resistência muito grande, em especial, dos vendedores em dedicar um tempo a registrar as informações no sistema.

Resolvi focar minha apresentação no R, ou seja, no relacionamento, e denominei a palestra de “Sem Relacionamento, Sem Clientes”. Procurei demonstrar que se a excelência no relacionamento com os clientes não for o primor da equipe, eles migrarão para a concorrência. A venda e o atendimento ao cliente são baseados, fundamentalmente, no relacionamento interpessoal, pois as soluções no mercado, atualmente, são muito parecidas e o que diferencia a oferta entre uma empresa da outra é o relacionamento.

Mas, então, como podemos melhorar cada vez mais o relacionamento entre a empresa e seus clientes? Aí entra o CRM.

O CRM é um desses termos “quentinhos” dentro da chamada nova economia – algo que ultimamente todo mundo afirma estar fazendo, vendendo, estudando ou trabalhando. Para ilustrar um pouco melhor a ideia, comecemos por algo conhecido, o conceito de “Lealdade do Cliente”. Os métodos tradicionais para conseguir a fidelização do cliente baseiam-se em questões como: pontos, descontos acumulativos, cartões de fidelização e coisas do tipo. O problema desse método é a saturação do mercado – os clientes bons terminam tendo cartões de todos os supermercados e farmácias do bairro e participando em quase todos os programas de “Ganhe um Fogão ou Bicicleta”.

Devemos entender que o próprio cliente não aguenta mais isso, porque percebe claramente uma relação puramente mercantilista, que não lhe aporta nada, a não ser um pequeno presentinho, ou sequer isso. Em muitas situações, o cliente sente-se punido, por não levar o cartão para beneficiar-se das ofertas exclusivas.

Como reação a esta situação, surge a ideia do que realmente fideliza os clientes: perceber um valor especial na empresa, um tratamento individualizado, uma relação um a um, que permita a ele expressar-se e solicitar o que precisa. Em outras palavras, o cliente já não aspira ser tratado com igualdade e sim com individualidade. A comunicação um a um, hoje em dia, torna-se eficaz através de uma série de meios tecnológicos, que algum tempo atrás não existiam. O CRM (Customer Relationship Management) surge, portanto, a partir de tecnologias tais como a manipulação massivas de dados, o data mining e o fenômeno do comércio eletrônico.

Uma definição completa de CRM seria algo como: “uma estratégia de marketing destinada a construir proativamente uma preferência nos consumidores por uma determinada organização, o que resulta em maiores índices de retenção destes consumidores, por consequência, um rendimento econômico maior”. O fato de na definição estar mencionando a palavra construir não é mera casualidade: o CRM é, claramente, uma cultura orientada a longo prazo, que requer investimentos tecnológicos e estratégias que possibilitem ao cliente se dar conta de que a empresa o entende e o satisfaz muito melhor que a concorrência. Trata-se de uma redefinição da empresa para o ponto de vista do cliente.

Toda estratégia de CRM deve basear-se em uma mudança radical da orientação estratégica da companhia. Não se trata de implantar uma nova tecnologia, nem ferramentas analíticas determinadas, tampouco de criar um departamento da companhia dedicado especificamente a este assunto; deve-se ir muito mais longe. É preciso envolver todos os funcionários da empresa, desde os porteiros até os diretores, passando pelas telefonistas, encarregados de serviços, técnicos e outros. Todo o pessoal da empresa deve ser uma potencial fonte de entrada de informação procedente do cliente. Todos devem entender que o ativo mais importante é sua base de Clientes, portanto, toda e qualquer informação sobre eles deve ser registrada.

Esta cultura é algo muito distante da ideia presente na cabeça de muitos consultores e vendedores. Estes enxergam o CRM como um conjunto de soluções tecnológicas, cuja instalação permitirá a práticade gestão de seus clientes. Isso é um grande erro, pois o CRM deve ser algo internalizado, no qualtoda empresa está imbuída da estratégia, passando a fazer parte de sua Cultura corporativa – muito mais que uma solução que se tira de uma caixa ou se baixa da internet.

Do ponto de vista metodológico, os passos de um CRM são basicamente quatro: Identificar Clientes; Diferenciar os Clientes; Interagir com o Cliente e Adaptar os Produtos ou Serviços a esses Clientes

Para implantar um CRM na empresa, deve-se começar a visualizar este assunto desde uma perspectiva mais ampla, com todas suas implicações. O ponto de partida é diferente para uma empresa que, tradicionalmente, tem tratado seus clientes de forma negligente, de outra, que já trata seu cliente como rei. Nesses casos, é necessário avaliar a cultura já estabelecida na empresa e a possibilidade de adaptação do pessoal a esta nova filosofia. Assuntos como o nível de educação e atenção das pessoas e uso das antigas planilhas de acompanhamento e cadastro são hábitos que devem ser modificados.

Depois, deve-se relacionar de forma confortável com as ferramentas adequadas para administrar a informação massiva, que a empresa vai gerar, e garantir que sua implantação não seja traumática. Afinal, de nada serve um sistema maravilhoso que permita ao vendedor ter uma tela cheia de informações do cliente quando fala com ele; mas, após o contato, impõem-se dificuldades para o registro e a documentação deste contato.

Pense que não é necessário e, de fato, não é o normal, iniciar com toda sua base de clientes. A empresa pode priorizar o novo método seguindo a regra de Pareto, pois na maioria dos casos, 20% dos clientes são responsáveis por 80% do faturamento. O mais indicado, portanto, seria iniciar, precisamente, por esses 20% de clientes especiais, que possibilitarão obter um maior rendimento se a empresa atendê-los ainda melhor.

Existe, por exemplo, um percentual de clientes mais ou menos amplo em todas as empresas em que, simplesmente, não cabe pensar neste tipo de assunto, são os chamados switchers: aqueles clientes que compram exclusivamente por preço, quando há uma promoção, por exemplo. É, praticamente, impossível fidelizar a todos clientes, visto que muitos, por natureza, não são fiéis. Assim, é fundamental que a empresa comece por aqueles que realmente merecem.

 

* Para este artigo, tive a colaboração do Engenheiro Antonio Quinteros Araya, consultor e especialista no desenvolvimento de soluções de CRM.

Difunda o Elevator Pitch na sua empresa

24 de junho de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Comunicação Corporativa, Portal

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Um gestor precisa engajar sua equipe em uma nova iniciativa. Um executivo necessita apresentar seu projeto à diretoria. Na vida profissional, a qualquer momento, as pessoas são colocadas em situações onde precisam expor ideias de maneira persuasiva. E em um contexto onde tempo é algo precioso, isso tem que ser feito de maneira rápida, objetiva e eficiente. É aí que entra o método Elevator Pitch.

O professor da Escola de Negócios Insper, Adalberto Brandão, é especialista nesta técnica e explica que a expressão Pitch se relaciona à forma como se traduz um conceito ou uma ideia a alguém. Já Elevator, segundo o professor, diz respeito a como apresentar este conceito em poucos minutos ou até segundos, ou seja, no tempo de uma subida de elevador.

“Este método é muito usado para startups, mas no meio corporativo tem o poder de fazer com que os profissionais economizem mais tempo se comunicando de maneira objetiva e clara, lidando com o que é essencial para os seus projetos e negócios”, defende Brandão.

Para o especialista, o RH pode incentivar que cada um de seus executivos desenvolva apresentações de Elevator Pitch para as ideias mais centrais de seus departamentos e áreas, ou seja: que saibam explicar em poucos minutos seus projetos de maneira convincente e prática.

Abaixo, o Portal Competência selecionou algumas etapas para a elaboração de uma apresentação de Elevator Pitch. São orientações extraídas do estudioso norte-americano Audrey Watters, expostas no artigo “The Art of the Elevatoer Pitch: 10 Great Tips” (disponível em:http://readwrite.com/2010/04/16/the-art-of-the-elevator-pitch-10-great-tips#awesm=~oI6VWZtA2Nsjye).

1. Seja sucinto. Watters cita que um adulto consegue manter atenção plena em uma conversa por cerca de oito segundos. Desta forma, é preciso, logo na primeira frase, transmitir a essência da sua ideia, como em um slogan inicial.

2. Faça ganchos. Já nos primeiros segundos, também faça ganchos com assuntos que irão se desenvolver no restante da conversa. Como um sumário. Crie expectativa. Isso fará com que a pessoa deseje ouvir o restante do que você tem a dizer.

3. Fale de seu projeto e não de você. Não fique destacando suas realizações ou habilidades pessoais, além de soar prepotente, tira as pessoas do foco do seu projeto.

4. Livre-se dos detalhes. Concentre-se no objetivo central da sua apresentação e, nesta etapa, não dê destaque a pormenores. Eles podem fazer com que você esqueça para que está ali.

5. Use uma linguagem simples. Não sobrecarregue as pessoas com terminologias técnicas, palavras difíceis ou jargões corporativos.

6. Pratique sua apresentação. Ensaie seu Elevator Pitch para que, quando a oportunidade de apresenta-lo chegar, você se encarregue dela como quem está preparado para isto.

7. Escreva o seu discurso. Isso fará com que você aprimore sua capacidade de transmissão de ideias.

8. Revise seu material. Após escrever, leia, releia e revise. Não tenha medo de atualizar seu discurso se achar conveniente.

9. Contextualize. Procure mostrar como a sua ideia pode impactar determinada situação na prática. Revele o contexto atual e a mudança que virá da aplicação de seu projeto.

10. Ouça. Ouvir é tão importante quanto falar. Após a sua apresentação, deixe a ansiedade de lado e escute o que as pessoas têm a dizer. Construa com isto redes fortes e aprimore seu Elevator Pitch por meio deste feedback.

Você tem uma Lista do Nunca?

24 de junho de 2014

Autor: Samuel Marques em Portal

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O filósofo francês Voltaire nasceu em 1694 e foi um dos grandes pilares do Iluminismo. Suas obras influenciaram desde a Revolução Francesa até a Independência dos Estados Unidos. A este grande homem, atribui-se a frase que constitui a base para todos terem o que eu chamo de “A Lista do Nunca”. Eis a máxima: “Em questões de dinheiro, temos todos a mesma religião”.

A frase sugere que o assunto dinheiro propõe um consenso universal, por mais que tenhamos opiniões diferentes sobre vários temas, incluindo aí a religião de cada um. Em outras palavras, se estivermos falando de dinheiro, existe um consenso de coisas certas e coisas erradas, que são válidas em todo o mundo, em qualquer cultura do planeta. Quer ver alguns exemplos?

  • O correto é poupar parte dos recursos que ganhamos com muito trabalho.
  • O correto é evitar o pagamento de juros.
  • O correto é evitar o desperdício.

A lista é grande e pode incluir o que é bom e o que não é para o seu dinheiro , em qualquer tempo e cultura. Mas para facilitar a vida de quem deseja colocar a vida financeira em ordem e fazer o melhor com seu dinheiro eu costumo recomendar “A Lista do Nunca”:

Esta lista contém um grupo de dez recomendações que já se comprovaram de grande utilidade na vida das pessoas e que podem ser valiosas também para você e sua família. Veja só:

  1. Nunca empreste o seu nome para que outra pessoa financie um bem. Afinal, se ela não pagar, você é que será cobrado;
  2. Nunca empreste uma folha de cheque, nem a tome emprestada. Emprestar um cheque é o mesmo que emprestar o dinheiro.
  3. Nunca peça adiantamentos de salário, benefícios ou restituição de impostos. É preciso viver com o salário do mês, prefira poupar as verbas extras.
  4.  Nunca conte com recursos que não foram confirmados. É melhor não comprometer o dinheiro que você nem recebeu ainda.
  5. Nunca tome dinheiro emprestado da mão de agiota. Geralmente, os métodos de cobrança utilizados por eles não são pacíficos.
  6. Nunca seja fiador ou avalista de outra pessoa. Na prática, os credores vão cobrar a dívida do avalista, deixando o devedor principal em segundo plano.
  7.  Nunca utilize o limite do cheque especial. Se não tiver outra saída, prefira um empréstimo pessoal, pois a taxa é sempre mais baixa.
  8.  Nunca utilize o crédito rotativo do cartão de crédito. Quitar apenas o valor para pagamento mínimo da fatura significa que você está tomando emprestado o restante. E as taxas deste tipo de crédito são as maiores do mercado.
  9. Nunca atrase as contas básicas da casa: aluguel, água, luz, telefone. Já pensou se forem cortadas?
  10. Nunca financie um bem que custe menos do que o seu salário mensal. Com certeza você pode juntar este dinheiro em pouco tempo e pagar à vista.

Além destes, você pode ter outros tópicos que a sua experiência já demonstrou serem úteis. Assim você vai ampliar a sua lista colocando coisas do tipo:  “Não emprestar dinheiro ao meu primo. Pois ele não pagou da última vez”.

Com a lista do nunca nas mãos, você facilita a vida. Fica definido na família que nem você, nem a esposa/marido irão assumir um destes comportamentos. Assim, não existirá margem para discutir a possibilidade, uma vez que todos estão cientes do acordo a respeito.

Mas e se alguém insistir no pedido para que você seja seu fiador? Neste caso você pode apresentar dois argumentos:

Primeiro: mostre a lista do nunca e fale do seu acordo em família para não ser fiador de ninguém.

Segundo: em nome da boa amizade, ofereça-se para ajudar na busca de outra solução, como por exemplo, pagar o primeiro mês do seguro fiança numa locação de imóvel. Com certeza vai sair mais barato.

Caso esta pessoa continue insistindo para que você seja fiador, apele para o argumento do Voltaire e diga que a sua religião não permite. Quem sabe assim, ela desista.