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Posts publicados em março, 2014

Como você aprende melhor?

31 de março de 2014

Autor: William Ramalho em Portal

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Onde você aprende melhor?

Na sala de aula ou na conversa durante o “cafezinho”?

Em treinamento prático ou durante o trabalho, observando a sua execução por um especialista?

Em curso e-learning ou ao debater um assunto com um grupo de interesse ou de melhoria de processo, ou numa rede social?

Todas essas perguntas podem ser traduzidas numa única: Você aprende melhor de maneira formal ou informal?

Essa tem sido uma abordagem presente nas organizações e sua compreensão é significativa para a definição da melhor estratégia para capacitação e desenvolvimento dos colaboradores.

Em geral, o ideal é que em tempos de diversidade e personalização, a combinação entre aprendizado formal e informal possibilite às organizações gerar alternativas variadas de aprendizagem.

Para decidir sobre a forma mais adequada a cada ocasião, o profissional responsável por desenhar a estratégia de desenvolvimento precisa dominar as características e potencialidades de ambas.

Contextos formais de aprendizado englobam as atividades estruturadas e programadas de treinamento. Possuem características tais como conteúdos modulares; dia e hora preestabelecidos; identificação da fonte do conhecimento; avaliação de conhecimento ao final da atividade; certificação; carga horária mínima exigida; dentre outras que remetem a exemplos como cursos presenciais em sala de aula; cursos e-learning; palestras.

Já os informais reúnem características aleatórias e não estruturadas, ou seja, resultam em conhecimento, mas não há clareza e predefinição sobre o início, o meio e o fim da ação. São exemplos: comunidade de prática; action learning; rede social; aconselhamento; rede de especialistas; repositório de conhecimentos.

É possível agregar intenção ao aprendizado em contextos informais. Essa intenção é determinada por alguém, geralmente a área responsável pelo desenvolvimento profissional (RH, por exemplo), e pode transferir o ambiente do aprendizado do “cafezinho” para uma sala de reuniões ou para uma rede social interna.

Ao inserir a intenção ao aprendizado informal, é importante preservar as características de informalidade, pois do contrário, tornar-se-á um contexto formal.

A diferença pode parecer tênue, mas para esclarecer melhor, em contextos formais dê o caminho para atingir o aprendizado. Em contextos informais, os participantes criam o caminho. Neste caso apenas indique qual é o objetivo esperado e estimule a participação.

Especialistas dizem que os contextos informais de aprendizado representam 70% a 80% do potencial de aprendizagem de uma organização.

Ao conhecer as características destes contextos, a escolha da melhor estratégia precisa observar as variáveis de aplicação, tais como maturidade do público-alvo; perfil de aprendizagem; complexidade do assunto explorado; grau de ineditismo do assunto.

A maturidade do público-alvo indicará que, os mais experientes tendem à predisposição para aprender em ambientes informais. Os menos experientes precisam de conhecimentos fundamentais, mais comuns em contextos formais. O perfil de aprendizagem poderá levar, em geral, as novas gerações aos ambientes informais e as demais aos formais. Assuntos complexos podem esvaziar-se em contextos informais, pois necessitarão de muita fundamentação teórica para não divergir entendimentos. Em contrapartida, assuntos inéditos têm pouca fundamentação e a construção de conceitos em ambientes informais pode ser propícia neste caso. Porém para este último exemplo, é fundamental envolver profissionais experts e capazes de formar massa crítica.

Assim, a análise combinada dos quatro fatores para definir a melhor estratégia é o recomendado.

Explorar contextos formais e informais de aprendizagem no atual cenário de constantes mudanças é de extrema valia para gerar capacidade de inovar e de manter o quadro profissional competente para os objetivos do negócio.

Além disso, profissionais com aptidões diversas estarão mais satisfeitos com a variedade de alternativas para o seu desenvolvimento.

Esteja “antenado”. O aprendizado está em toda a parte. O desafio é potencializá-lo, seja em contextos formais ou informais.

O socorro da Gestão Interina

27 de março de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Administração, Portal

O socorro da Gestao Interina

A implantação de um projeto novo, a necessidade de uma sucessão imediata e imprevista, a ausência inesperada de um gestor estratégico, o processo de criação de uma nova unidade de negócios, um momento de abertura de capital ou apenas um período de aumento de vendas. Essas situações têm algo em comum: são transitórias, mas impactantes.

Para dar suporte às empresas em ocasiões como essas, uma solução que os setores de RH têm encontrado é a admissão de um gestor interino: um executivo experiente em determinada área contratado temporariamente para administrar uma circunstância pela qual a empresa esteja passando.

Apesar de ser cada vez mais requisitado no exterior, o trabalho realizado por um gestor interino tem peculiaridades por vezes ainda não compreendidas por empresas brasileiras. Confundir a atuação deste profissional com a de um consultor externo, por exemplo, não é incomum. Quem esclarece é Cristiane Domingues Ribas, Associate da De Bernt Entschev com mais de 15 de experiência no mundo corporativo.

“O consultor externo supre a empresa de informações estratégicas para a implantação de um projeto ou definição de uma nova política, por exemplo. Ele não fica subordinado na hierarquia interna”, explica Cristiane, que complementa: “já o gestor interino, apesar de trabalhar também em projetos finitos, entra na estrutura da empresa e subordina-se aos superiores, sugerindo e operacionalizando resultados e tendo os mesmos direitos trabalhistas de profissionais celetistas”.

Por suas especificidades, é preciso que o RH também fique atento ao processo de seleção, contratação e inserção do gestor interino na estrutura da empresa. A consultora em desenvolvimento organizacional e diretora da Lee Hecht Harrison | DBM no Paraná, Carla Virmond Mello, concede algumas orientações.

Segundo Carla, para a seleção e contratação, é importante que o RH tenha claro qual será a atuação e, portanto, o perfil procurado no gestor interino, ou seja, seus comportamentos, habilidades e conhecimentos. O estilo dominante da equipe que este gestor irá gerenciar e as características dos acionistas ou de quem receberá o resultado também devem ser considerados, de acordo com a consultora. “Pois a forma de atuação influenciará no que será entregue”, destaca.

A experiência também tem valor expressivo na contratação do gestor interino. Carla recomenda que o executivo escolhido pela empresa para atuar temporariamente seja um profissional sênior que já tenha passado por situações semelhantes à que a organização contratante esteja vivenciando.

Programação Dtcom Abril

26 de março de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Portal, Programação Dtcom

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Como se tornar um RH de sucesso?

25 de março de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Portal, Recursos Humanos

Como se tornar um RH de sucesso

Administração, Psicologia, Direito, Pedagogia. Uma pesquisa da Society for Human Resources Management com mais de quatro mil entrevistados revelou a diversidade da formação acadêmica dos profissionais que trabalham em recursos humanos. Por ainda serem mínimas as opções de graduações específicas para atuação na área, interessados em seguir carreira em RH seguem caminhos dos mais diferentes em busca dessa formação. Para quem deseja se especializar na gestão de pessoas e está perdido em relação aos passos a serem tomados, a consultora de carreira e executive coach do Instituto Brasileiro de Coaching, Magda de Paula, concede algumas orientações.

Não existe um curso de graduação mais adequado para quem quer se tornar um gestor de pessoas, segundo Magda. Psicóloga, especialista em desenvolvimento humano e consultora em cursos de pós-graduação em RH, ela esclarece que, o que existe são algumas formações que capacitam a pessoa para atividades específicas dentro da profissão, por exemplo:

Advogados (lidarão bem com questões trabalhistas, folha de pagamento e benefícios), psicólogos (se desenvolverão em recrutamento & seleção, aplicação de testes e análises de perfil diversas), administradores (terão a vantagem da visão de gestão, planejamentos estratégicos, busca de metas e indicadores), pedagogos (poderão ter mais facilidade com treinamento & desenvolvimento e educação corporativa).

O importante, de acordo com Magda de Paula, é que, após a graduação, esses profissionais busquem especializações nas demais áreas que complementam suas formações a fim de trilharem uma carreira de sucesso. “Se o psicólogo não procurar entender de legislação trabalhista, o advogado não tiver visão de gestão ou o administrador não souber lidar com pessoas, dificilmente será um profissional de RH completo, chegando a cargos de gerência”, destaca.

Para especializar esses profissionais, Magda esclarece que, hoje, já existem cursos técnicos de dois anos e pós-graduações em RH que abordam de maneira ampla as funções do gestor de pessoas. Mas a coach ainda ressalta que, com uma formação completa e, assim, um currículo competitivo, os interessados em Gestão de Pessoas ainda precisam buscar network. “Frequentar cursos, oficinas, palestras e ter contato com pessoas da área ainda é de fundamental importância”, complementa.

Gente do bem

25 de março de 2014

Autor: Tom Coelho em Portal

Gente do bem

Em meio ao trânsito desordenado, um motorista gentilmente cede-me passagem. Visito um ex-professor na faculdade que, com prazer, percorre toda a instituição, mostrando-me a evolução da infraestrutura local e as melhorias implementadas na qualidade do ensino. Apresento um cliente a um gerente de banco que, de imediato, toma providências no sentido de atender às suas necessidades. Recebo um breve telefonema de um amigo com quem não falava há tempos apenas para mandar lembranças.

Cenas aparentemente triviais, talvez até desprovidas de motivação para serem memorizadas, porém, capazes de colorir com satisfação e gratidão um dia como outro qualquer. Dizem que Deus está nos detalhes. Nós é que não percebemos…

Como tudo na vida, estamos sujeitos a situações opostas àquelas que acabo de relatar. De um motorista que quase provoca um acidente para evitar ser ultrapassado a profissionais de atendimento ao público que prestam um verdadeiro desserviço pela falta de atenção e empatia. Quem já não perdeu o humor pela ausência de um cumprimento matinal de um familiar, por um comentário depreciativo ou jocoso de um colega de trabalho, por uma reprimenda pública e desmesurada?

Quando pequenos, somos ensinados a fazer o bem. Isso pode ser traduzido em praticar uma “boa ação” diária, algo como ajudar um idoso a atravessar a rua – essa é uma imagem emblemática para mim. Fazer o bem em escala maior é missão para super-heróis dotados de superpoderes, aptos a salvar toda a humanidade, promovendo a justiça e combatendo o mal.

Nossas pernas crescem e nossa imaginação encurta. Então, descobrimos que não há super-heróis, não há superpoderes, a humanidade não pode ser salva, a justiça é utópica e o mal viceja. Por isso, desistimos de ajudar os idosos a atravessarem a rua e deixamos de pronunciar palavras de agradecimento, apoio e conforto àqueles que nos cercam. Assim, paramos de praticar o bem e perdemos a capacidade de enxergá-lo.

A vida, tomada racionalmente, não é fácil para a maioria das pessoas. Quando se tem saúde, não se tem trabalho. Quando se tem trabalho, não se ganha o suficiente. Quando se ganha o suficiente, não se tem reconhecimento. Quando se tem reconhecimento, não se tem paixão. Quando se tem paixão, não se encontra o amor. Quando se encontra o amor, falta a saúde…

Cada um de nós tem uma missão a cumprir. E cada missão vem embalada em um fardo que não é nem grande, nem pequeno, mas na medida exata do que podemos suportar. Uns têm fardos maiores que outros. Alguns enfrentam adversidades mais contundentes. No entanto, todos têm limitações.

Se os super-heróis do bem nos parecem tão figurativos, as personagens do mal materializam-se, ganhando carne e osso e uma habilidade ímpar de nos assediar. É nesse momento que devemos buscar o que temos de melhor, não com base na sorte ou em fatores externos, mas em nossa força interior. E direcionar esse potencial para o caminho do bem.

Shakespeare dizia: “O mal que os homens fazem vive depois deles enquanto o bem é quase sempre enterrado com seus ossos”. Costumo pontuar que é muito importante tomar cuidado com as palavras. Quando você diz algo que desagrada a alguém, pouca valia haverá em se desculpar depois. Porque não importa o que você disse, mas importa o que ficou depois do que você disse.

Fazer o bem faz bem. O bem despretensioso, genuíno, sem paga. É caminhada que não desgasta os sapatos, subida que não cansa. É fonte de prazer e de alegria.

Conheça o seu SELF 1 e o seu SELF 2

25 de março de 2014

Autor: Leandro Cristo em Portal

Conheca o seu SELF

Em 1974, foi lançado o livro “O jogo interior do Tênis” por um dos gurus mais requisitados do Coaching. Em sua experiência como técnico de tênis durante os anos 1970, o Coach Timothy Gallwey costumava observar seus jogadores treinando e, a partir dessas observações, trouxe para o esporte um novo conceito de treinamento.

Ele notou que muitos jogadores se diziam frases negativas quando erravam jogadas, coisas do tipo: “errei de novo!”, “como pude fazer isso?”. E decidiu conversar com esses jogadores pra entender o quê, e com quem estavam falando.

A resposta foi esquisita, “Eu estou falando comigo mesmo”, mas despertou em Timothy o interesse em entender quem era o “EU” e quem era o “Comigo mesmo”. A partir disso, ele conceituou, sem se preocupar muito em nomenclaturas técnicas, estes dois lados que nos compõem, chamando-os de “Self 1” o “Eu” e de “Self 2” o “Comigo mesmo” – resumidos assim:

  • Self 1

Falador, o que julga, o que critica como as coisas deveriam ser, sempre espera a perfeição e nos impede de estar livre para aprender. Consciência pronta para um autojulgamento.

  • Self 2

Não tem medo de errar, cai e levanta, entende que o erro faz parte do processo de aprendizado. Para o Self 2, não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado. Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias autoinstruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas. Do contrário, o Self 1, ao invés de julgar um evento isolado, como um chute errado ao gol, começa a espalhar o pensamento, “você possui um péssimo chute”. Isto é, a partir de um erro, passa a te julgar péssimo em tudo.

Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sou muito lento”, “sempre erro bolas fáceis”.

resultado é que tais autojulgamentos transformam-se em profecias autoexecutáveis.

Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar, estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2 – e este o desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

Pense nisso – e cuide “de si mesmo” e policie seu “eu”.

Os desafios da Geração Y

25 de março de 2014

Autor: Jorge Matos em Portal

Os desafios da Geracao Y

O fenômeno é visível na maioria das empresas: jovens com idade entre 18 e 33 anos estão ganhando o seu espaço no mercado de trabalho com novas atitudes, nem sempre bem recebidas por seus colegas e superiores. Tipicamente, esses rapazes e moças, pertencentes ao que chamamos de Geração Y, são “vidrados” em tecnologia e têm muita pressa para serem reconhecidos. Para complicar, apresentam um comportamento marcado pela impulsividade, teimosia e, em muitos casos, pela falta de respeito a normas.

É comum o profissional Y enxergar o chefe apenas como um colega de trabalho e ter enorme dificuldade para se submeter à hierarquia tradicional. Eis aí um novo – e importante – desafio para os setores de RH e os gestores das empresas. Como lidar com essa geração?

Nesse, como em outros casos, o primeiro passo é compreender as características desta geração. A pesquisa Talento Brasileiro, da Etalent, que levou em consideração uma base de 1,3 milhões de perfis de participantes, aponta uma lacuna no perfil desses jovens. O fator “dominância” apresenta-se em apenas 6,2% dos profissionais na faixa dos 19 e 23 anos. Comparando, essa incidência é quase um terço do que os 17,3% encontrados, por exemplo, nos profissionais mais velhos, da Geração Baby Boomer, entre seus 54 e 58 anos. E praticamente a metade (12,7%) do encontrado entre os trabalhadores entre 39 e 43 anos, da Geração X.

E por que isso preocupa? O fator de dominância é comum entre os profissionais que se destacam por serem desbravadores, ousados e tenazes no que se propõem a fazer.  É encontrado entre aqueles que sabem aproveitar oportunidades e efetivamente arregaçam as mangas para concretizar seus objetivos.

Em contrapartida, um percentual alto, 32,1%, ou seja, cerca de um terço da garotada entre seus 19 e 23 anos, apresenta o fator de “alta estabilidade” (ante os 25,7% encontrados nos que têm entre 54 e 58 anos; e os 26,6% dos que têm 39 a 43 anos). Estamos falando aqui de pessoas mais prevenidas. E que, na prática, norteiam-se pela segurança.

O jovem que chega ao mercado tende a ser mais apático que as gerações que o precederam. Ainda que exija muito mais em troca de sua colaboração.

A pergunta que não quer calar, portanto, é: será que esta nova geração que chega ao mercado tem sido adequadamente educada para enfrentar o mundo do trabalho? Não terá ela sido demasiadamente mimada para encarar os valores, as demandas, as regras e os objetivos do mercado? E como fica o dia a dia das corporações?

Para aceitar a autoridade, um representante típico da Geração Y tem a necessidade íntima de reconhecer o mérito do seu gestor. No entanto, não é sábio flexibilizar alguns marcos da estrutura das organizações. É fundamental que cada colaborador saiba respeitar seus superiores, mesmo que não os admirem.

Se a família ou a escola não soube educar esses jovens para atuarem nas organizações baseadas na hierarquia, é importante que os RHs dessas empresas saibam pontuar aos recém-chegados que eles devem, sim, respeitar seus superiores. Mais: ainda serão chamados a lidarem com “nãos” cotidianamente. Aqueles mesmos “nãos” que seus pais e suas escolas frequentemente não lhes impuseram ao longo de sua formação.

É Possível Controlar o Tempo?

25 de março de 2014

Autor: Paulo Gerhardt em Portal

E Possivel Controlar o Tempo

Talvez o grande mal da atualidade seja a falta de tempo. Todos nós sofremos deste mal, estamos sempre atolados de coisas para fazer, sofremos para cumprir os horários marcados e assumir todos os papéis que temos.  Nosso grande desejo é poder controlar o tempo, estendê-lo ou encurtá-lo, quando necessário. Tenho duas notícias para você, uma boa e uma ruim. A ruim é que o tempo é imutável, como você já deve ter percebido. A boa é que, se não podemos alterar o tempo, podemos controlar o que fazemos com ele, isto é, como preenchemos o nosso tempo. Quando desenvolvemos a habilidade de administrar melhor a forma com que usamos o tempo, tornamo-nos mais produtivos, mais realizados, mais saudáveis e mais felizes.

Por quê isto acontece? Bem, tudo em nossas vidas é fruto de nossos comportamentos. Se temos por hábitos, sair fazendo as coisas sem planejamento, sem priorização, tentando assumir tudo que aparece a nossa frente, agindo mais e pensando menos, sem ter um foco determinado, uma estratégia estabelecida, deixando-nos levar por coisas não importantes e distraindo-nos constantemente; sempre faltará tempo, nossa produtividade será baixa, ficaremos com uma sensação de frustração ao final do dia, estaremos sempre angustiados e estressados, a pressão sobre nós aumentará muito e certamente, não seremos felizes, tanto no aspecto profissional, quanto no pessoal.

O que fazer então? Mudar os nossos hábitos diários é a única saída.

Para isto, temos que adotar um método que nos ajude a substituir os comportamentos atuais por outros que irão aumentar a nossa produtividade pessoal. Irei passar para vocês um método simples que utilizo e tenho orientado milhares de pessoas em processos de coaching e treinamento. É um método adaptado do famoso PDCA (plan–do–check–adjust), ao qual denomino PEAR (Planejar, Executar, Acompanhar, Replanejar).

O primeiro hábito que temos que instalar é o de “planejar”. Quando saímos por aí fazendo as coisas à revelia, podemos, por sorte, conseguir bons resultados. É como se ficássemos à deriva em alto mar, talvez possamos chegar a algum lugar, mas o mais provável é que não cheguemos a lugar algum. Mesmo que possamos chegar a algum lugar, pergunto: É o lugar que gostaríamos?

Temos que definir um norte, estabelecer objetivos, que servem de orientação nas tomadas de decisões que deveremos ter ao longo do caminho. Todos os dias, temos que tomar uma série de decisões e só tomaremos a decisão certa se tivermos um propósito que nos orienta. Fazer o nosso planejamento pessoal significa definir nossa missão e visão pessoal, nossos valores, nossos objetivos de curto, médio e longo prazos, listar as tarefas que temos que fazer, classificar de acordo com sua importância e urgência, estabelecer um plano mensal, semanal e diário. Se você exercitar este hábito, você terá subido o primeiro degrau rumo ao sucesso pessoal.

O segundo hábito que temos que instalar é o hábito da “execução”. Quando digo isso, não significa que é para sair por aí fazendo qualquer coisa ou certas coisas, e sim “fazer as coisas certas”. Executar aquilo que foi planejado, colocar em prática a mudança de hábitos. Neste momento, o mais importante são a disciplina, o foco, a determinação e a persistência. É necessário deixarmos a zona de conforto, assumir riscos calculados, enfrentar os obstáculos, superar os desafios. Certamente, esta etapa será a mais difícil e exigirá de você muita energia e firmeza de propósitos. Será um teste para aquilo que você determinou como missão e visão, pois quando temos um propósito muito forte, iremos suportar, praticamente, qualquer coisa para alcançá-lo.

O terceiro hábito que temos que alcançar é o hábito de “acompanhar”. O acompanhamento é fundamental para atingirmos a alta produtividade e a excelência, pois permite saber se estamos no caminho certo, fazendo as coisas certas, no tempo certo e atingindo os resultados esperados. A mudança sempre foi uma constante no mundo, no entanto, hoje, a realidade é que as mudanças ocorrem numa velocidade muito alta; nem bem conseguimos dominar uma tecnologia e surge outra que a substitui. Com mudanças tão rápidas no cenário, precisamos saber se aquilo que planejamos fazer realmente está nos levando para onde queremos ir no prazo esperado, ou mesmo, se os objetivos traçados não devem ser modificados. Sim, o intuito de planejarmos é nos prepararmos melhor para enfrentarmos as incertezas, as mudanças e a complexidade do mundo atual, no intuito de alcançarmos nossos objetivos. Para isto, é importante acompanhar sempre, para que possamos mudar rapidamente nossos planos de ações, aprimorando as pessoas e os processos e atualizando as ferramentas que nos ajudam na execução destes planos.

O quarto hábito que nos é necessário é o hábito de “replanejar”. O planejamento não deve ser duro, engessado e um trilho por onde seguimos e não podemos sair. Ele deve ser flexível, porém, resistente, e servir como trilha que nos conduza, porém, modificável, caso surjam novos e melhores atalhos no caminho. Um grande parte das pessoas e, também, das empresas que elaboram planejamentos, simplesmente, desistem e descartam seus planejamentos, porque o mercado mudou, o cliente mudou, o concorrente mudou, a legislação mudou, o clima mudou, a conta bancária mudou. O mais importante em nossas vidas é aquilo que queremos ser e deixar como legado. A partir disto, os planos são planejados e replanejados constantemente para adaptar-se às mudanças que ocorrem todos os dias ao nosso redor e em nós mesmos. Posso ter planejado ser um alto executivo em uma empresa multinacional, no entanto, por diversas mudanças ocorridas no cenário e internas, posso replanejar e tornar-me um empresário de sucesso. O importante é ser fiel à minha missão, visão e valores.

Disciplina na Medida Certa

21 de março de 2014

Autor: Redação, Portal Competência em Administração, Portal

MEDIDA-DISCIPLINA

Sabe-se que as leis trabalhistas concedem ao empregador o direito de aplicar medidas disciplinares aos seus empregados caso haja a chamada violação culposa de seus deveres profissionais. Tal direito, porém, deve ser usado com cautela. O ideal é que o intuito seja sempre conduzir o colaborador a assimilar e cumprir suas responsabilidades dentro da empresa. Saiba abaixo quais são os principais erros das organizações no uso dessas sanções disciplinares e como o RH pode contribuir para evitar tais deslizes.

Pontualidade, assiduidade, ética. Essas são penas algumas das responsabilidades devidas a um empregado e dispostas no artigo 58 das Leis do Trabalho. Caso algum desses deveres não seja cumprido pelo trabalhador intencionalmente, a empresa tem o direito legal de aplicar medidas disciplinadoras das mais diversas.

Antes de colocar em prática qualquer ação disciplinar, porém, cada caso de violação de dever trabalhista deve ser avaliado com zelo pelo profissional de recursos humanos. A intenção ou não, os motivos que levaram o empregador a ter tal comportamento e a maneira como foi praticada a violação devem ser averiguadas e consideradas pelo RH.

Quem aconselha é o advogado especialista em Direito do Trabalho Ailton Motta, fundador da Impaccto Consultoria Empresarial. Acostumado a orientar empregadores no que diz respeito a questões trabalhistas, Ailton ressalta abaixo um dos principais erros das empresas nestes casos.

“Em pequenas e médias empresas, os empregadores agem no momento da comoção, ou seja, impulsionados pela raiva diante da falta cometida. Com isso, um problema que poderia ser resolvido facilmente por meio da conciliação, muitas vezes se transforma em uma ação trabalhista, porque o colaborador se sente injustiçado”, alerta Motta.

Além de avaliar caso a caso com cautela, o RH também deve escolher com bom senso a sanção a ser aplicada. “É preciso sempre analisar a falta cometida pelo colaborador e verificar se ela se enquadra na legislação vigente e, em seguida, aplicar o artigo e o inciso correto. Caso contrário, a empresa pode sofrer uma ação trabalhista por aplicar uma sanção que não condiz com o fato”, enfatiza Ailton.

O Artigo 63 das Leis Trabalhistas indica algumas sanções disciplinares que podem ser aplicadas pelo empregador. São elas: admoestação verbal, repreensão por escrito, suspensão do trabalho, multa descontada do salário (de, no máximo, 20 dias de trabalho), cancelamento de possível promoção e até demissão.

É importante destacar que as Leis Trabalhistas não permitem que o empregador agrave qualquer uma destas sanções disciplinares já estabelecidas.

A arte de conciliar vida pessoal e profissional

20 de março de 2014

Autor: Tom Coelho em Portal

A arte de conciliar vida pessoal e profissional

Pesquisa realizada em 2007, pela Fundação Dom Cabral, respondida por 952 profissionais dentre as 500 maiores empresas brasileiras, apontou a busca do equilíbrio entre vida profissional e familiar como a maior fonte de angústia dos executivos, com 31% das respostas. As demais preocupações levantadas foram: capacidade de ter emprego (18%), segurança pessoal (9%), gestão da empresa (9%), disputas pelo poder (8%) e ações do governo (8%).

Embora os resultados acima sejam significativos e inquestionáveis, minha experiência pessoal ensinou-me que família e carreira constituem apenas dois de sete pilares que nos sustentam. Os demais são representados pela saúde, a cultura, a comunidade, a matéria e o espírito. A este conjunto denominei “Sete vidas”.

O conceito inerente às Sete Vidas consiste em buscar a felicidade a partir do equilíbrio dinâmico entre estes aspectos que governam nossa passagem por este mundo. A questão é que não nos apercebemos disso e cultivamos o hábito de priorizar ora a vida profissional, com objetivos meramente materiais, ora a vida afetiva, entregando nosso destino nas mãos de outrem. No primeiro caso, temos os workaholics; no segundo, os passionais. Em ambos, encontramos o desequilíbrio, acompanhado num futuro, próximo ou distante, da frustração, da desilusão e da melancolia.

Quando cuidamos de nossos negócios (ou do negócio dos outros, com atitude empreendedora) costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, familiares, vida social e cultural.

Os dias tornam-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço mostra-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Dificilmente lembramo-nos dos aspectos positivos, do que aconteceu de bom naquele dia. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.

Os finais de semana são comemorados no escritório ou em casa, porém regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas sempre com a impressão de que ela está por findar-se. “Em três meses poderei tirar férias”, ou ainda, “Estou concluindo esta etapa de crescimento da empresa em uns seis meses e então poderei trabalhar menos”. Você já disse frases similares a alguém (ou a si mesmo) recentemente?

Enquanto isso, a vida vai passando. Seus filhos crescem e você deixa de participar de suas apresentações na escola ou no clube, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais desgastam-se, namoros perdem o encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo ou terceiro plano.

Sempre que escrevo algo o faço na esperança de que o leitor tire proveito de uma única frase que seja. Se isto ocorrer, terei cumprido meu objetivo.

De todos os contatos que tive com profissionais variados, impressionou-me observar como a maioria dá-se conta de aspectos como os mencionados anteriormente apenas após 45, 50 anos ou mais. Nesta fase da vida, realizaram-se profissionalmente, mas uma lacuna em suas vidas pessoais deixou flancos que infelizmente não podem mais ser preenchidos, pois ficaram no passado. Sob este prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres.

O ensaísta francês André Gide, disse certa feita: “Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar”. Por isso, o que apresento a seguir será percebido por muitos como elementar. A virtude maior está menos no conteúdo e mais na forma. Ter a consciência, integrar, conciliar e harmonizar estas sete vidas pode significar o caminho mais curto, a menor distância para você encontrar o sucesso e a felicidade.

Vida 1 – Saúde e esporte

Seu corpo em primeiro lugar. Não é uma questão de egoísmo ou de narcisismo, mas de necessidade. Mantendo-se bem você estará apto a buscar o melhor em todas as suas demais vidas. Se não tomar conta de seu corpo, onde vai viver? Você pode optar por passar metade de sua vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la. Henri Becque pontuou assertivamente: “A liberdade e a saúde se assemelham: o verdadeiro valor só é dado quando as perdemos”.

Por isso, cuide-se. Alimente-se bem, fazendo ao menos quatro refeições diárias, adequadamente balanceadas. Beba dois litros de água ou sucos por dia e durma o número de horas que seu corpo solicita – seis horas ou menos para alguns, oito horas ou mais para outros. Procure estabelecer uma regularidade em seus horários. Em outras palavras, se for para dormir às duas horas da manhã, porque você apresenta um melhor rendimento durante a madrugada, faça-o sempre. Se o seu metabolismo mostra-se desejoso pelo almoço apenas às três da tarde, está ok. Em suma, não brigue com seu biorritmo. Faça as pazes com ele. E obrigue-se a um check-up anual, visitando do dentista ao cardiologista. Prevenção custa menos e apresenta resultados mais favoráveis.

Além de seguir a receita acima, lembre-se de praticar esportes. Truco e “halterocopismo” (levantamento de copo) estão descartados. Você terá que encontrar uma atividade física capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando-a com frequência. Pode ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus filhos e amigos em num domingo. Realmente não importa. Escolha uma opção que lhe seja agradável – busque prazer no que vai fazer ou não conseguirá dar continuidade, correndo o risco de frustrar-se.

Pare de fumar, ou troque o cigarro por um bom charuto eventual, ou fume menos. Seja criterioso com as bebidas alcoólicas. Escolha suas “baladas” com sabedoria, tirando o máximo proveito de cada investida. Aprenda a observar sua respiração, especialmente nos momentos de exaltação e atente para uma boa postura ao caminhar e ao assentar-se. Pratique a meditação ocidental, reservando alguns instantes ao final do dia para refletir sobre as coisas boas que lhe aconteceram.

E sorria. Cultive o bom humor, o olhar confiante e o riso autêntico, mesmo diante das adversidades. Sua visão, outrora turva, tornar-se-á espantosamente lúcida. Existe um velho ditado entre os pilotos: “O principal é fazer o avião voar”. Para tanto, não basta conhecer de navegação: é necessário ter um bom equipamento.

Vida 2 – Família e afetividade

A coisa mais importante da vida é saber o que é importante. E apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas mais fundamentais são a família e os amigos.

Muitos têm grandes famílias – aquelas em estilo italiano. Alguns, famílias reduzidas aos pais e irmãos. Outros, famílias distantes, na geografia ou na memória. Independentemente de onde você se situe, cuide bem de todos eles. Seja a nona, com sobrinhos, primos e toda uma árvore genealógica em volta; sejam os pais idosos, aposentados ou na ativa; sejam irmãos, com os quais tanto se discute e discorda; sejam entes queridos, presentes apenas em filmes super-8, retratos em preto e branco, cartas amareladas pela ação do tempo. Respeite e aprecie suas origens.

Aproveite hoje para dizer o quanto ama seus pais, sem medo de parecer clichê. Infelizmente, pode não existir chance melhor para isso. Telefone, peça perdão e aprenda a perdoar. Descubra o poder de um abraço revestido de ternura e sinceridade. O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói uma boa família.

Dê toda a atenção possível a seus filhos, se ou quando os tiver. A melhor herança que podemos dar-lhes são alguns minutos diários de nosso tempo. Eles precisam de nossa presença mais do que de nossos presentes. Diz um provérbio latino: “Bendito aquele que consegue dar a seus filhos asas e raízes”. Nossa postura profissional pode estimulá-los a criar asas, vislumbrando sonhos e um futuro brilhante. Mas apenas a convivência será capaz de criar as raízes dos valores e da cultura que embasarão adequadamente estas visões.

Compartilhe cada pequena vitória do desenvolvimento deles. Elogie-os constantemente. Policie-se no uso da palavra não – você pode negar algo de forma construtiva, propondo-lhes alternativas. Brinque com eles de cavalinho no meio da sala, atire travesseiros quando estiverem no quarto – e aproveite para ensiná-los a colocar tudo em ordem depois. Cole os desenhos deles nas paredes da garagem, do corredor e de seus quartos como se fossem obras-primas – você ficará admirado com o brilho orgulhoso que irá reluzir daqueles pequeninos olhos. Participe de suas atividades escolares, das festinhas de aniversário dos colegas e beije-os antes de dormir, mesmo que ao chegar eles já estejam no sétimo sono.

Cultive também seus amigos – não estou falando de networking, são coisas bem diferentes. Aprendi com Richard Edler que não se constrói um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a necessidade de se fazer as coisas “cara a cara”, pois as pessoas acreditam em quem elas veem regularmente. Por isso, mantenha contato com seus amigos. Não deixe que as relações se percam. Como disse Dave King, um bom amigo é como um bom cachorro – com ambos é preciso dar uma volta e exercitar-se regularmente. E, citando Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.

Um telefonema inesperado para quem não se vê há muito tempo é incrível, mas você não imagina o poder que uma carta tem! Passamos pelos mensageiros, percorremos os telégrafos, conhecemos o telex e o fax, vivemos através do e-mail e das redes sociais e logo estaremos no uso da telepatia. Mas nada supera uma mensagem escrita.

Finalmente, cuide de seu coração. Não do nível de colesterol e triglicérides – isso você já fez na sua primeira vida – mas do nível de ansiedade, de desejo, de paixão. Procure escolher as pessoas certas, mas também não tente escolher muito. Seja seletivo, porém flexível. Faça de seus relacionamentos fontes de alegria e prazer. Nietzsche dizia que as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas com base no diálogo. Assim, se você se imagina conversando agradavelmente, daqui a 25 anos, com a pessoa que está ao seu lado hoje, é porque este é seu companheiro ideal.

Valorize virtudes, seja condescendente com os defeitos. Seus e dos outros. Abdique de amores impossíveis ou não correspondidos – ou aprenda, por opção, a conviver com eles, evitando penitenciar-se. Nunca haverá sentimentos únicos, pois eles estão sempre em mutação.

Vida 3 – Carreira e vocação

A construção de uma carreira profissional de sucesso depende em grande medida de ouvir o que sua voz interior tem a lhe dizer. Trata-se daquele sussurro divino que vem desestabilizá-lo quando sua carreira parece tão próspera. Exatamente quando você conquistou poder e bens materiais, mas não consegue entender o porquê de certa frustração latente todos os dias ao voltar para casa. Aquela voz é sua vocatione, o chamado de Deus, dizendo-lhe para mirar não onde está o dinheiro, não onde está o poder, não onde está o status, mas onde está a felicidade – e onde você encontrará todas aquelas outras coisas que lhe cercavam antes, porém as usufruirá com um olhar maroto, um sorriso de canto de boca e uma sensação de alívio bem dentro do peito.

A tão desejada competência é fruto de conhecimento, de habilidades e de atitudes. O conhecimento você adquire a partir do estudo. As habilidades são desenvolvidas através da destreza, do treino, da prática continuada. Mas o que realmente faz a diferença, num mundo onde todos estão comoditizados, são as atitudes.

Os principais atributos de um profissional com atitude empreendedora são: iniciativa, exigência por qualidade, comprometimento, ousadia, persistência, criatividade, curiosidade, independência, autoconfiança, liderança, planejamento, capacidade de persuasão, de estabelecer e cumprir metas, de administrar o tempo e de promover seu marketing pessoal.

Todas as pessoas bem sucedidas são unânimes em afirmar que chegaram onde estão porque aprenderam a gostar do que fazem. Este é um pressuposto básico. Sem prazer e entusiasmo, não há produtividade no trabalho, não há paixão no beijo.

Trabalhe muito, mas principalmente inteligentemente. Seja verdadeiro, mas esteja atento às armadilhas dos escritórios. Desenvolva relacionamentos cordiais e invista em sua rede de contatos. Aprenda a planejar, estabelecer – e escrever – metas factíveis e desafiadoras e procure enxergar-se dali a um, cinco, dez e 25 anos. Administre seu tempo para dar o melhor de si sem comprometer suas demais vidas. Parafraseando Augusto, “Apressa-te devagar”. Se o deadline chegou, mude-o, pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis. Os viciados em trabalho estão sempre seguros de que têm apenas esta vida – além de um copo d’água e quatro horas de repouso, é claro.

Evite levar os negócios para casa. Aprenda a separar sua vida profissional de todas as suas outras vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. Acenda e apague as luzes. Pessoas e lâmpadas têm uma durabilidade maior com esta prática. Trabalhe com paixão e com entusiasmo, com amor e com empolgação. Porém, lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.

Vida 4 – Cultura e lazer

Sua quarta vida é um complemento natural da anterior. Sua carreira não é construída apenas pelo seu dia a dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Para auxiliar o processo de descoberta de sua vocação você deverá investir em conhecimento e autoconhecimento. Ler jornais, revistas, livros, gibis e bulas de remédio. Ouvir rádio e ver televisão. Saber dos planos de guerra dos EUA e do último eliminado no reality show tornarão você mais sociável e interessante para outras pessoas, pois lhe permitirá conversar sobre tudo e com todos.

Assista a filmes no vídeo e no cinema, vá ao teatro, shows, bares, museus, exposições. Aprenda uma nova palavra em outro idioma todos os dias e faça cursos diversos, desde especializações em sua área, até culinária, massagem e pintura. Desenvolva novas habilidades. Utilize mais a mão direita se você for canhoto e coloque suas calças a partir da perna esquerda pela manhã. Mexa com seus sentidos.

E tire férias com regularidade, sem confundir um final de semana emendado com férias de verdade de, no mínimo, dez dias. Nestas ocasiões, esqueça o notebook e o celular e leve junto sua família. Mais importante ainda, leve junto você!

Vida 5 – Sociedade e comunidade

O homem é um ser social e deve aprender não apenas a viver, mas também a conviver. Por isso, busque a integração em seu meio. Participe de happy hours com seus colegas de trabalho, das reuniões de condomínio, do bingo beneficente da escola. Convide um casal de amigos para jantar, leve-os para ir juntos ao clube ou para jogar carteado.

Integre-se na vida comunitária, exercendo sua solidariedade na medida de suas possibilidades. Você poderá começar doando sangue, evidentemente se preencher os pré-requisitos necessários, visitar creches ou asilos ou apenas participar de uma campanha para arrecadação de agasalhos ou alimentos. O menor ato será sempre grandioso. Responsabilidade social é uma ação consciente e voluntária, mas comprometida com os impactos decorrentes. Não se deixe enganar: solidariedade pratica-se no dia a dia, com uma palavra de carinho e conforto a quem está entregue à melancolia e é colocado diante de você pelo Homem lá de cima…

Vida 6 – Bens e possessões

A vida material existe sim, é claro. Muitos que escrevem sobre comportamento parecem desejar negligenciar este aspecto e acabam por reduzir a credibilidade de suas argumentações.

A maioria de nós, mortais, associa a felicidade ao bem-estar, este ao conforto, este à posse de bens materiais. Guardadas as devidas proporções, cada qual tem suas ambições, seus desejos. Não há nada de errado em se desejar morar bem, ter um belo carro, roupas de fino corte, mesa farta. Ao contrário, devemos mais é promover a prática desta ética protestante. A maior inquietude está no fato de tantos privilegiarem a sexta vida em detrimento de todas as demais, buscando a acumulação de riqueza como finalidade em si mesma.

Como bem nos alertou Tom Morris, a grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, e sim querer aquilo que conseguimos.

Vida 7 – Mente e espírito

A última das sete vidas deveria ser, na verdade, a primeira. Mas prefiro tratá-la como a cobertura do bolo de chocolate: coloca-se ao final, mas saboreia-se primeiro. Se você deixar de lado a cobertura, não vai sentir assim tanta satisfação com o bolo, por mais tenra e macia que esteja a massa. Por outro lado, se comer cobertura demais, poderá experimentar terríveis dores abdominais – daí porque o beato acaba sendo persona non grata.

Paulo Coelho foi emblemático ao afirmar que “A fé é uma conquista difícil, que exige combates diários para ser mantida”. Acostumamo-nos a exaltar a presença divina por força de nossas dificuldades, mas raramente o fazemos para enaltecer nossos méritos.

A sétima vida é base para todas as outras. É a vida que contempla o mundo dos valores, do caráter, da ética e da moral. Ainda que você não tenha se encontrado dentro de nenhuma doutrina específica, sua crença particular está dentro de você. Mesmo para o agnóstico, seu cérebro é seu refúgio. As religiões, disse Gandhi, são como caminhos diferentes que convergem para um mesmo ponto. Que importa que tomemos itinerários diferentes, desde que cheguemos à mesma meta? Por isso, explorem este sentimento. Necessitamos da fé para transpor obstáculos, para nos superarmos, para nos compreendermos.

Palavras finais

A verdade está no caminho do meio, disse Sócrates. Por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade. Fumar dois maços de cigarros diariamente com certeza custar-lhe-á um enfisema, mas um bom charuto com os amigos será muito prazeroso. Beber em demasia poderá causar-lhe desde um acidente de trânsito até uma cirrose, mas uma taça de vinho no jantar contribuirá positivamente com sua saúde. Todos os excessos, até mesmo o amor obsessivo, o sexo compulsivo, acabam sendo tratados, em última instância, como assunto de cunho médico…

Os dois únicos fatos verdadeiros na vida são que você nasce um dia e vai morrer em algum outro dia. O que acontece entre essas duas datas depende de seu modo de vida. Por isso, tente apreciar as coisas simples. Aprenda a dizer NÃO. Lembre-se de que pequenas coisas só afetam mentes pequenas e que somente quem pensa grande também erra e acerta grande. Reconheça sempre o que já conseguiu, deixando de mirar no que você não tem: a inveja destrói a felicidade e a gratidão a assegura. Aceite o perfeccionismo não como uma virtude, mas como um excesso, pois mesmo os campos mais verdes têm partes queimadas, ou seja, nada é perfeito. Você não será nada se quiser ser tudo.

Dia destes deparei-me com uma frase, atribuída ao publicitário Jay Chiat, que dizia: “Passei minha vida procurando ordem e produzindo o caos”. A partir de então me coloquei a investigar porque estávamos sempre tão distantes do aclamado equilíbrio. Foi quando percebi que não bastava buscar a ordem em um único campo do conhecimento. Não bastava obter o equilíbrio em apenas um dos papéis desempenhados na minha vida pessoal. Era preciso identificar todos os papéis, ouvi-los e harmonizá-los. Do contrário, a vida seria um eterno recomeço.

Hoje, conhecedor de minhas Sete Vidas, já não sei mais se me exijo à altura do que desejo. Sei apenas que me espero na medida exata do que eu preciso.